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Investimento da ByteDance coloca Brasil na rota global da infraestrutura de IA
Publicado 14/07/2026 • 12:40 | Atualizado há 1 hora
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O investimento da ByteDance no Ceará marca a transição do Brasil de consumidor para protagonista da infraestrutura global de inteligência artificial, afirmou nesta terça-feira (14) Daniele Andrade, fundadora e CEO da aiiaLabs, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC. Segundo ela, o projeto reforça a posição estratégica do País na corrida internacional por capacidade computacional e abre espaço para novos aportes de empresas de tecnologia.
“É um momento histórico. O Brasil deixa de ser apenas consumidor de inteligência artificial e passa a ser uma peça importante nessa nova geografia da tecnologia”, afirmou a executiva.
Daniele destacou que a escolha do Ceará está diretamente ligada às vantagens competitivas brasileiras para receber grandes centros de processamento de dados. Entre os principais fatores, ela citou a disponibilidade de energia renovável, a infraestrutura portuária, a conexão por cabos submarinos e o regime da Zona de Processamento de Exportação (ZPE), que permite a exportação de dados.
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“Hoje, quando falamos de inteligência artificial, falamos de poder computacional. E poder computacional significa infraestrutura e energia. O Brasil reúne esses fatores como poucos países”, disse.
Segundo ela, o complexo iniciará a operação com capacidade de aproximadamente 300 megawatts, podendo alcançar 1 gigawatt nas fases seguintes. Para a executiva, isso posiciona o empreendimento entre os maiores projetos de infraestrutura digital do mundo.
A CEO da aiiaLabs afirmou que o principal impacto econômico vai além da operação do data center. Embora esse tipo de instalação não empregue grandes contingentes diretamente, ela destacou o potencial de movimentar toda a cadeia de fornecedores, serviços especializados e tecnologia.
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“O grande benefício está no ecossistema que se forma ao redor do projeto. Fornecedores, empresas de tecnologia e prestadores de serviço passam a fazer parte dessa nova cadeia”, explicou.
Na avaliação de Daniele, o Nordeste tende a concentrar parte importante desse desenvolvimento. Ela acrescentou que outras gigantes globais também avaliam investimentos semelhantes, ampliando a possibilidade de a região se consolidar como um polo de data centers.
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Siga o Times | CNBCPara a executiva, o investimento também acelera a maturidade tecnológica do País ao fortalecer startups, empresas de tecnologia e iniciativas ligadas à inteligência artificial. Ela lembrou que o Brasil ainda possui um número reduzido de data centers em comparação aos Estados Unidos, o que demonstra espaço para expansão.
“Quando você reduz a latência e aumenta a infraestrutura disponível, todo o ecossistema de inovação acelera. O Brasil sobe de nível nessa história da inteligência artificial”, afirmou.
Daniele também destacou a importância da regulamentação que passou a permitir a exportação de dados como serviço. Segundo ela, a medida aumenta significativamente a competitividade brasileira na disputa por novos investimentos internacionais.
“Essa regulamentação melhora muito nossa capacidade de atrair investimentos porque transforma o Brasil em um fornecedor global de infraestrutura digital”, disse.
A CEO ressaltou que a construção de grandes data centers representa uma decisão estratégica de longo prazo para empresas globais e fortalece a relação entre investidores e o setor energético brasileiro. Para ela, o País precisa aproveitar o momento para consolidar uma política permanente de atração desse tipo de empreendimento.
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Ela observou ainda que o prazo de implantação de um grande data center no Brasil é significativamente menor do que em mercados como Europa e Estados Unidos, fator que amplia a competitividade nacional.
“Temos energia abundante, infraestrutura e capacidade para receber novos investimentos. Precisamos nos preparar para esse novo momento, porque entramos definitivamente no mapa da infraestrutura global de inteligência artificial”, concluiu.
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