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Mercados reagem à inflação nos EUA: dólar cai para R$ 5,07 e Ibovespa se recupera
Publicado 14/07/2026 • 12:21 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 14/07/2026 • 12:21 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Reprodução/Canva
O mercado financeiro doméstico opera em tom de alívio na manhã desta terça-feira (14). O dólar à vista renovou a mínima a R$ 5,07 após o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos registrar recuo de 0,4% em junho, superando a estimativa de queda de 0,1%.
O indicador veio abaixo das previsões tanto no índice cheio quanto no núcleo, reduzindo as apostas de novas altas de juros na maior economia do mundo em 2026.
Antes mesmo da divulgação, a moeda americana já registrava queda frente ao real, acompanhando o enfraquecimento global da divisa e a perda de fôlego dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA (Treasuries).
Esse recuo das taxas americanas acabou influenciando também a curva de juros futuros no Brasil.
Além do cenário de inflação nos EUA, a valorização do petróleo e do minério de ferro no mercado internacional atua em favor do real. O fluxo cambial favorável é reforçado pelos dados de exportações e importações da China em junho, que superaram as expectativas e melhoram os termos de troca para o Brasil.
No cenário doméstico, os investidores calibram suas posições sob a expectativa de um corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic em agosto, o que levaria os juros básicos a 14% ao ano.
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Siga o Times | CNBCA atenção do mercado agora se divide entre os desdobramentos da guerra no Oriente Médio e o depoimento do presidente do Federal Reserve (Fed), Kevin Warsh, à Câmara dos Representantes.
O clima favorável no exterior estimula uma recuperação parcial do Ibovespa, que tenta reaver as perdas da véspera, quando fechou em queda de 1,20%, aos 175.739,08 pontos. O avanço das bolsas em Nova York dá suporte ao índice brasileiro.
Apesar do otimismo com os dados econômicos, o risco geopolítico permanece no radar devido à escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã. Washington realizou a terceira noite consecutiva de ataques contra Teerã, somada ao bloqueio do Estreito de Ormuz.
O conflito militar pressiona diretamente os preços das commodities energéticas. Mais cedo, o barril do tipo Brent chegou a subir perto de 5%, atingindo a máxima de US$ 87,55, embora tenha reduzido o ritmo de alta posteriormente.
Próximo das 12h22, o Brent registrava alta de 2,33%, cotado a US$ 85,24, enquanto o WTI avançava 1,92%, a US$ 79,62 (ante máxima de US$ 81,27). Nesse cenário, as ações da Petrobras operavam apenas com tendência de alta.
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