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China bloqueia negócio de US$ 5,4 bilhões envolvendo SoftBank e robótica
Publicado 06/11/2026 • 07:00 | Atualizado há 23 minutos
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Publicado 06/11/2026 • 07:00 | Atualizado há 23 minutos
KEY POINTS
Foto: pexels
China bloqueia negócio de US$ 5,4 bilhões envolvendo SoftBank e robótica
A China barrou a aquisição da divisão de robótica da ABB pelo grupo japonês SoftBank, em uma operação avaliada em US$ 5,4 bilhões (cerca de R$ 29,3 bilhões). A decisão envolve preocupações com a transferência de dados tecnológicos para o exterior e ocorre em meio ao aumento do controle de Pequim sobre investimentos estrangeiros em empresas que desenvolvem tecnologias avançadas.
A Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma da China (NDRC, na sigla em inglês), responsável por avaliar investimentos estrangeiros com possíveis implicações para a segurança nacional, comunicou ao SoftBank que não autorizaria a operação. O grupo japonês esperava concluir a aquisição até receber a informação de que Pequim havia proibido o negócio na semana anterior.
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Um dos principais motivos para a decisão envolve a segurança das informações produzidas pelas operações de robótica da ABB no território chinês.
Além disso, a NDRC demonstrou preocupação com a possibilidade de dados deixarem o país e serem utilizados no treinamento de modelos de inteligência artificial, incluindo os desenvolvidos pela OpenAI, na qual o SoftBank é um dos principais investidores.
A decisão representa um obstáculo aos planos da companhia japonesa de ampliar sua atuação no mercado de robótica. Além disso, o presidente-executivo do SoftBank, Masayoshi Son, considera o setor uma parte central da estratégia de investimentos do grupo em inteligência artificial.
Apesar do bloqueio, a ABB afirmou que mantém conversas com o SoftBank e continua trabalhando na transação. Dessa forma, a China representa aproximadamente 30% dos negócios relacionados à robótica da companhia suíça e é seu maior mercado nesse segmento.
A ABB mantém cerca de 30 empresas locais e emprega aproximadamente 15 mil pessoas, distribuídas por quase 130 cidades chinesas. Além disso, possui canais de atendimento on-line e presenciais em cerca de 700 cidades. Em Xangai, a unidade ABB Engineering abriga a sede global de robótica da companhia e funciona como centro de pesquisa e desenvolvimento, além de base de produção.
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Siga o Times | CNBCO bloqueio representa o segundo grande negócio impedido pelas autoridades chinesas em 2026. Anteriormente, Pequim determinou que a Meta desfizesse a aquisição da Manus, uma startup de inteligência artificial, em uma operação avaliada em mais de US$ 2 bilhões (R$ 10,9 bilhões).
Os episódios ocorrem enquanto o governo chinês intensifica a fiscalização sobre investimentos estrangeiros em empresas nacionais que desenvolvem tecnologias estratégicas.
Além disso, a decisão também acontece em meio a tensões diplomáticas entre China e Japão. Os países enfrentam um desentendimento após declarações da primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, sobre Taiwan, em novembro de 2025. Na ocasião, Pequim respondeu com restrições às exportações de minerais críticos para o Japão.
A notícia repercutiu no mercado financeiro. As ações da ABB recuaram 1,1% nas negociações da manhã após a divulgação do bloqueio. Já os papéis do SoftBank apresentavam queda de aproximadamente 5% ao final do pregão, encerraram o dia com desvalorização de 6,8%.
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O episódio se soma a outro revés recente para o grupo japonês. Menos de uma semana antes, a OPay, empresa de pagamentos digitais apoiada pelo SoftBank, retirou seu pedido de oferta pública inicial de ações (IPO) nos Estados Unidos. A companhia justificou a decisão com uma investigação regulatória conduzida por uma jurisdição estrangeira não identificada.
A operação, realizada em meio às restrições da China a negócios estrangeiros, poderia movimentar US$ 304 milhões (R$ 1,65 bilhão), com a oferta de 16 milhões de American Depositary Shares (ADSs), ao preço de US$ 19 (R$ 103,25) cada.
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