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Como Elon Musk e a Nvidia planejam levar a inteligência artificial para o espaço?
Publicado 26/10/2026 • 09:00 | Atualizado há 17 minutos
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Publicado 26/10/2026 • 09:00 | Atualizado há 17 minutos
KEY POINTS
Foto: unsplash
Nvidia anunciou um novo produto que reúne sete de seus racks de inteligência artificial Vera Rubin em um contêiner de transporte.
A Nvidia e a SpaceX trabalham no desenvolvimento de uma nova arquitetura de servidores para viabilizar centros de dados no espaço. A iniciativa pretende levar poder computacional para a órbita terrestre e ampliar a infraestrutura necessária para o avanço da inteligência artificial (IA).
O projeto foi confirmado por Jensen Huang, presidente-executivo da Nvidia, durante participação no podcast BG2. Segundo o executivo, as equipes de engenharia das duas empresas trabalham em conjunto para desenvolver equipamentos que atendam às exigências da operação espacial e que também possam apresentar vantagens na Terra.
Leia também: CEO da Nvidia prevê que todas as empresas serão companhias de IA
A proposta surge em meio aos planos de Elon Musk de expandir a capacidade computacional de seus negócios. O empresário pretende alcançar 10 gigawatts de capacidade até o fim de 2027 e indicou que a meta poderá ser ainda maior.
A construção de centros de dados fora da Terra exige equipamentos capazes de justificar os custos de lançamento e operação. Por isso, Huang avalia que os sistemas instalados no espaço precisam oferecer alto desempenho e retorno financeiro suficiente para compensar o investimento.
Durante a entrevista, o executivo explicou que a Nvidia mantém atualizações de software mesmo anos depois de lançar seus chips. Essa característica pode favorecer o uso de seus equipamentos em satélites, já que a manutenção e a substituição de componentes em órbita apresentam desafios diferentes daqueles encontrados nos centros de dados terrestres.
Além disso, Huang destacou o desempenho computacional por unidade de energia como um dos fatores que tornam a tecnologia da Nvidia adequada para esse tipo de projeto. A combinação entre eficiência energética, capacidade de processamento e atualizações de software pode ajudar a prolongar a utilidade dos equipamentos.
Apesar disso, os custos de lançamento continuam sendo um obstáculo. A estratégia, portanto, consiste em priorizar sistemas de alto valor agregado, capazes de gerar receitas com o processamento de dados e o fornecimento de capacidade computacional.
A aproximação entre as empresas também reflete uma mudança na forma como a Nvidia classifica os negócios de Musk. Segundo Huang, as operações do empresário deixaram de aparecer apenas na categoria de clientes corporativos e passaram a integrar o grupo de provedores de serviços em nuvem.
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Siga o Times | CNBCO executivo atribui essa mudança à atuação de Musk em diferentes etapas do mercado de inteligência artificial. Seus negócios treinam modelos próprios, disponibilizam essas ferramentas aos usuários e alugam capacidade computacional para outras empresas.
Um dos exemplos é o Grok, modelo de inteligência artificial desenvolvido pela xAI, empresa de Musk. Huang afirmou que o consumo da ferramenta está crescendo rapidamente, o que amplia a demanda por infraestrutura para executar os modelos.
Esse formato de negócio permite que a mesma estrutura tecnológica atenda tanto às necessidades internas quanto a clientes externos. Dessa maneira, a capacidade computacional deixa de servir apenas ao desenvolvimento de produtos próprios e também pode gerar receita com a oferta de serviços.
A ambição de Musk envolve uma expansão expressiva da infraestrutura de processamento. O empresário pretende alcançar 10 gigawatts de capacidade computacional até o fim de 2027. Em resposta a um vídeo publicado na rede social X sobre o tema, ele escreveu que o volume poderá superar essa marca.
Em agosto, Musk também afirmou que os primeiros satélites de inteligência artificial da SpaceX equipados com tecnologia da Nvidia deveriam ser lançados no quarto trimestre de 2027. Na ocasião, ele projetou que a operação atingiria uma escala significativa em 2028.
Leia também: Space X, de Elon Musk, passará a integrar o índice Nasdaq-100
Esses prazos indicam que o desenvolvimento dos servidores faz parte de um plano de longo prazo para levar a computação de inteligência artificial à órbita. No entanto, a meta de capacidade e o cronograma anunciado não significam que toda a infraestrutura já esteja pronta ou que os resultados estejam garantidos.
A execução dependerá do desenvolvimento dos equipamentos, dos lançamentos e da viabilidade econômica da operação. Por enquanto, Nvidia e SpaceX trabalham na arquitetura que poderá sustentar essa nova etapa da infraestrutura de inteligência artificial.
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