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Por Nathalia Gimenes
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Publicado 18/06/2026 • 17:00 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
Foto: AFP
CEOs de IA no G7 as big techs passaram a influenciar governos
Nos últimos anos, as discussões entre governos sobre tecnologia aconteceram com reguladores, diplomatas e representantes da indústria. Entretanto, a presença dos principais CEOs de inteligência artificial na cúpula do G7, na França, reforçou uma nova dinâmica em que empresas que desenvolvem os modelos mais avançados passam a ocupar espaço direto nas decisões globais.
O encontro acontece em um momento de crescimento das disputas por infraestrutura digital, segurança nacional e acesso às tecnologias de I.A. mais poderosas. Com isso, o debate deixou de ser apenas econômico e ganhou importância geopolítica.
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A reunião do G7 reuniu nomes como Sam Altman, da OpenAI, Dario Amodei, da Anthropic, e Demis Hassabis, da Google DeepMind, além de cerca de uma dúzia de executivos do setor.
O grupo participou de um almoço de negócios com discussões sobre riscos da I.A, infraestrutura, soberania tecnológica e proteção infantil online. Também participaram líderes de empresas como Mistral AI, Cohere, Domyn, Synthesia, Black Forest Labs, Salesforce, Sarvam AI e Sakana AI.
A presença das big techs no G7 também acontece em meio ao aumento das preocupações com segurança digital. Modelos recentes como Fable 5 e Mythos 5 da Anthropic, além do GPT 5.5 Cyber, ampliaram o debate sobre riscos cibernéticos e capacidade de exploração de vulnerabilidades.
Ao mesmo tempo, os Estados Unidos intensificaram controles sobre exportação de modelos avançados de I.A. Analistas apontam que esse movimento acelerou a discussão sobre soberania tecnológica entre países aliados e aumentou a pressão para criar infraestrutura própria.
Segundo especialistas ouvidos pela CNBC, as empresas tentam participar dessas negociações antes da criação de regras obrigatórias e buscam transformar compromissos voluntários em referência para o setor.
Leia também: China defende segurança da I.A enquanto cúpula do G7 termina sem participação de Pequim
A participação dos CEOs de grandes empresas de I.A. na reunião não significa que governos perderam controle sobre a regulação. Ainda assim, o encontro pode ser visto como uma mudança de função. As companhias deixam de ser apenas fornecedoras e passam a fazer parte de uma parceria entre os governos.
Com modelos cada vez mais poderosos e impacto direto em economia, defesa e segurança digital, a disputa agora envolve não apenas inovação, mas também influência política e capacidade de definir as regras da próxima era tecnológica. Além disso, a participação no G7 também demonstra uma maior abertura com o setor.
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