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Bancos ampliam uso de I.A. e consolidam tecnologia como prioridade estratégica, aponta pesquisa
Publicado 03/07/2026 • 13:12 | Atualizado há 32 minutos
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Publicado 03/07/2026 • 13:12 | Atualizado há 32 minutos
KEY POINTS
Os investimentos em tecnologia deixaram de representar apenas um diferencial competitivo para se tornarem indispensáveis ao funcionamento do sistema financeiro, afirmou nesta sexta-feira (3) Rodrigo Mulinari, diretor responsável pela Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC. Segundo ele, o avanço da digitalização dos serviços bancários exige aportes cada vez maiores em inovação.
“Os bancos são cada vez mais empresas de tecnologia”, afirmou Mulinari. “Os clientes exigem isso e esses investimentos permitem manter um sistema financeiro seguro, estável e cada vez mais completo.”
De acordo com a pesquisa, os bancos brasileiros devem investir R$ 50,4 bilhões em tecnologia em 2026, alta de aproximadamente 8% na comparação anual. Em um horizonte de cinco anos, os investimentos acumulam crescimento de cerca de 58%, impulsionados principalmente pela digitalização dos serviços financeiros.
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Segundo Mulinari, a inteligência artificial deixou de ser uma tecnologia em testes e passou a integrar o cotidiano das instituições financeiras.
Ele explicou que a tecnologia já é utilizada em processos de biometria, identificação de fraudes, atendimento por chatbots, análise de documentos, processamento interno e recomendações personalizadas de produtos financeiros. “A IA saiu do laboratório e foi para a prática”, afirmou. “Ela participa hoje de todo o processo bancário, desde segurança até atendimento e oferta de serviços.”
O executivo destacou ainda que os bancos já conseguem mensurar o retorno financeiro desses investimentos, algo que antes era mais difícil por causa do caráter experimental das primeiras aplicações.
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“Antes era algo experimental. Agora já é mensurável e escalável, e acreditamos que esse retorno continuará aumentando nos próximos anos”, disse.
Outro foco dos investimentos é a cibersegurança. Segundo Mulinari, aproximadamente 10% de todo o orçamento de tecnologia dos bancos é destinado à proteção dos sistemas e dos clientes.
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Siga o Times | CNBCIsso representa cerca de R$ 5 bilhões investidos em soluções de segurança, incluindo monitoramento de transações, ferramentas de proteção digital e treinamento tanto de funcionários quanto dos próprios clientes. “Quanto mais digital o banco se torna, mais seguro ele precisa ser”, afirmou. “Confiança é um fator essencial para a evolução dos serviços financeiros digitais.”
Na avaliação de Mulinari, o sistema financeiro brasileiro está entre os mais avançados do mundo e já era reconhecido internacionalmente antes mesmo da criação do Pix.
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Ele ressaltou que iniciativas como o Pix e o Open Finance reforçaram essa posição ao ampliar a integração entre instituições e facilitar o acesso dos clientes aos serviços financeiros.
Segundo a pesquisa, 83% das transações bancárias já são realizadas em canais digitais e, em média, cada cliente acessa o aplicativo do banco 33 vezes por mês.
“O sistema financeiro brasileiro é reconhecidamente um dos mais evoluídos do mundo”, afirmou. “Hoje conseguimos oferecer praticamente todos os serviços de forma digital, com rapidez, segurança e disponibilidade.”
Mulinari afirmou que os investimentos em computação em nuvem são parte do processo de modernização da infraestrutura tecnológica das instituições financeiras.
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Segundo ele, a migração para ambientes em nuvem permite oferecer serviços mais rápidos, estáveis e preparados para operações contínuas, como o funcionamento do Pix durante 24 horas por dia, sete dias por semana.
Para o executivo, manter esse ritmo de modernização será essencial para que o sistema financeiro brasileiro preserve sua posição de referência internacional e acompanhe a evolução das demandas dos clientes.
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