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Falta de memória encarece linha MacBook e iPad; Apple prevê novos aumentos nos preços, inclusive no Brasil
Publicado 25/06/2026 • 13:08 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 25/06/2026 • 13:08 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
A Apple anunciou aumentos de preços para MacBook e iPad nesta quinta-feira (25). Este é o primeiro movimento formal da empresa para repassar os custos mais altos de memória e armazenamento aos consumidores. O CEO Tim Cook afirmou recentemente que os reajustes eram inevitáveis.
Estas são as mudanças mais recentes da Apple:
Veja a seguir como ficam os valores de todos os produtos afetados pelo reajuste no mercado brasileiro:
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Siga o Times | CNBCA loja online da Apple ficou temporariamente fora do ar na manhã de quinta-feira e foi atualizada com as mudanças de preços.
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“A indústria de eletrônicos de consumo está enfrentando um desafio sem precedentes”, afirmou a empresa em comunicado. “A rápida expansão dos data centers de IA criou um aumento extraordinário na demanda por memória e armazenamento. Nunca vimos um aumento de preço de componentes tão grande e tão rápido”.
A Apple acrescentou que “chegou a um ponto em que precisamos começar a aumentar os preços de diversos produtos”, deixando aberta a possibilidade de novos reajustes no futuro.
“Sabemos que esta não é uma notícia bem-vinda e estamos trabalhando incansavelmente para encontrar soluções”, disse a empresa.
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Cook declarou ao The Wall Street Journal na semana passada que a Apple já não conseguia mais proteger totalmente os clientes da alta nos custos dos componentes relacionada ao boom da inteligência artificial.
“Esta é uma enchente que acontece uma vez a cada cem anos”, disse Cook ao Journal. “Nunca vi nada parecido em nenhuma área em mais de 40 anos”.
Os preços de memória e armazenamento quadruplicaram nos últimos três trimestres, segundo a Counterpoint Research, à medida que os fornecedores direcionam uma parcela maior da produção para a memória de alta largura de banda utilizada em servidores de IA.
A crise da memória tem sido extremamente benéfica para fornecedores como a Micron, que acaba de reportar uma quadruplicação da receita e informou que sua margem bruta saltou de 39% há um ano para 84,9% no trimestre mais recente, superando Nvidia e Meta.
Historicamente, a estratégia de preços da Apple envolveu remover a opção de menor custo, transformar versões com mais armazenamento ou memória no novo modelo de entrada ou direcionar os compradores para modelos Pro e versões com maior capacidade.
O Mac mini ofereceu um sinal inicial dessa abordagem. Em maio, a Apple deixou de vender a configuração de menor preço, removendo de sua linha a opção de US$ 599 com 256GB. O modelo de entrada remanescente passou a custar a partir de US$ 799. A Apple também utiliza há muito tempo os upgrades de armazenamento para elevar o preço pago pelos consumidores por seus dispositivos.
Leia também: Apple anuncia mudanças no iOS no Brasil após acordo com o Cade sobre App Store
Tarun Pathak, diretor de pesquisa da Counterpoint Research, estima que o aumento no custo dos componentes possa adicionar aproximadamente US$ 200 ao custo de cada iPhone para a Apple. Ele espera aumentos de cerca de US$ 150 a US$ 200 em toda a linha de produtos, com maior impacto nas configurações com mais memória do que nos modelos básicos.
A corrida pela IA oferece à Apple mais um motivo para enfatizar configurações com maior quantidade de memória.
A IDC espera que todos os novos modelos de iPhone passem a contar com 12GB de RAM, à medida que a Apple busca evitar a venda de novos dispositivos sem acesso ao conjunto completo de recursos do Apple Intelligence.
Recursos mais avançados de IA executados no próprio dispositivo exigem mais memória, e a nova experiência da Siri da Apple funcionará apenas em hardware mais recente. A IDC estima que aproximadamente 54% dos iPhones enviados desde 2022 não serão compatíveis com a nova experiência completa da Siri.
Isso oferece à Apple uma maneira potencial de justificar preços mais altos com base em hardware mais capaz, em vez de simplesmente repassar a inflação dos componentes. A IDC prevê que o preço médio de venda da Apple aumentará 12% neste ano, impulsionado por um mix de produtos mais sofisticado e pelo lançamento esperado de um iPhone dobrável.
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