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I.A. agêntica deve impulsionar nova fase da transformação digital, diz diretor da Intel Brasil
Publicado 29/05/2026 • 11:12 | Atualizado há 18 minutos
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Publicado 29/05/2026 • 11:12 | Atualizado há 18 minutos
KEY POINTS
A migração da inteligência artificial generativa para a I.A. agêntica representa uma nova etapa da transformação digital das empresas, segundo afirmou André Ribeiro, diretor de contas empresariais e governamentais da Intel Brasil.
Em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, o executivo destacou que as organizações estão deixando para trás a fase focada no treinamento de grandes modelos para concentrar investimentos em aplicações capazes de gerar resultados concretos.
Segundo o executivo, clientes estão saindo dessa fase de treinamento de grandes modelos para montar modelos de inferência e trazer resultados de fato para o negócio.
Para Ribeiro, a atuação da Intel vai além do fornecimento de tecnologia. O executivo explicou que a companhia trabalha como uma espécie de orientadora estratégica para empresas que buscam desenvolver projetos de inteligência artificial. “O papel que a gente faz na Intel é um papel muito de trusted advisor, um conselheiro de investimento em infraestrutura”, afirmou.
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Segundo ele, a empresa mantém diálogo constante com desenvolvedores, parceiros e clientes finais para apoiar a construção de ambientes tecnológicos adequados às demandas de IA.
Ao comentar o grau de maturidade das empresas em relação à inteligência artificial, Ribeiro observou que o cenário é bastante heterogêneo. De acordo com ele, setores como financeiro e telecomunicações já contam com executivos altamente familiarizados com a tecnologia e atentos às tendências do mercado.
Mesmo assim, o diretor ressaltou que ainda existe espaço para novas discussões e orientações. “A Intel traz a visão do que vem de novas tecnologias para os clientes no Brasil e ao redor do mundo”, declarou. Na avaliação dele, as empresas estão cada vez mais preocupadas em transformar investimentos em inteligência artificial em ganhos efetivos de produtividade, eficiência e geração de receita.
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Questionado sobre a possibilidade de pequenas e médias empresas utilizarem inteligência artificial, Ribeiro rebateu a percepção de que apenas grandes corporações conseguem acessar essas soluções. Segundo ele, a ideia de que a IA exige exclusivamente estruturas gigantescas e investimentos elevados não corresponde à realidade atual do mercado.
“Quando a gente fala de IA, a gente imagina, num primeiro momento, que apenas infraestruturas muito robustas vão atender os clientes; aí você pode imaginar que apenas clientes de grande porte vão ter acesso”, afirmou. Em seguida, destacou que a tendência é justamente o avanço de ambientes híbridos e heterogêneos, capazes de combinar recursos locais e em nuvem de forma mais eficiente e acessível.
Na visão do executivo, esse modelo permitirá que empresas de diferentes segmentos e portes encontrem soluções compatíveis com suas necessidades e orçamentos, ampliando o alcance da inteligência artificial no ambiente corporativo.
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Um dos pontos mais enfatizados por Ribeiro durante a entrevista foi a evolução da IA generativa para a chamada IA agêntica, considerada por ele uma das principais tendências tecnológicas da atualidade.
O executivo explicou que a IA generativa atua principalmente na criação de conteúdos, como textos e imagens, a partir de comandos fornecidos pelos usuários. Já a IA agêntica possui capacidade de coordenar atividades, acionar diferentes sistemas e tomar decisões para executar tarefas específicas.
“A IA generativa é baseada em um prompt que te gera um conteúdo. Já a IA agêntica vai orquestrar tarefas; ela vai disparar multisserviços e vai tomar a decisão no lugar do cliente”, explicou. Segundo ele, essa nova geração da inteligência artificial apresenta um grau de complexidade significativamente maior e abre espaço para aplicações mais sofisticadas dentro das empresas.
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Ao abordar o impacto da tecnologia sobre áreas como atendimento ao cliente, Ribeiro afirmou que a IA agêntica deve acelerar a oferta de serviços mais eficientes e personalizados. Segundo ele, os chamados agentes inteligentes terão capacidade de executar atividades de forma mais rápida, reduzir custos operacionais e melhorar a experiência dos consumidores.
“Esses agentes é que vão ter essa oportunidade de trazer serviços mais eficientes, mais rápidos, com menos custos e trazer uma experiência diferenciada para o cliente final”, destacou.
O executivo também citou uma pesquisa realizada pela Intel com 500 empresas das Américas, segundo a qual entre 55% e 56% das companhias já possuíam iniciativas ligadas à IA generativa, enquanto cerca de 14% haviam iniciado projetos relacionados à IA agêntica. Para ele, os números indicam uma rápida evolução do mercado.
“A IA agêntica não é mais um futuro, já é uma realidade”, afirmou. “As empresas hoje estão cada vez mais buscando esse ambiente para desenvolver seus projetos baseados nela”, concluiu.
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