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Zuckerberg diz que sucesso da Meta “não é garantido” na era da inteligência artificial
Publicado 20/05/2026 • 18:04 | Atualizado há 8 minutos
Zuckerberg diz que sucesso da Meta “não é garantido” na era da inteligência artificial
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Publicado 20/05/2026 • 18:04 | Atualizado há 8 minutos
KEY POINTS
O CEO da Meta, Mark Zuckerberg, afirmou em memorando enviado aos funcionários nesta quarta-feira (20) que a decisão da companhia de demitir cerca de 8 mil funcionários é necessária porque “o sucesso não é garantido” no competitivo mercado de inteligência artificial.
“A IA é a tecnologia mais importante das nossas vidas”, escreveu Zuckerberg no comunicado obtido pela CNBC. “As empresas que liderarem esse movimento definirão a próxima geração”, acrescentou.
A Meta se recusou a comentar o assunto. O New York Times foi o primeiro a divulgar o memorando interno.
A mensagem de Zuckerberg aos funcionários sobre a importância da inteligência artificial para o futuro da gigante das redes sociais reforça o senso de urgência dentro da companhia justamente no dia em que começou a mais recente rodada de demissões, afetando cerca de 10% da força de trabalho da empresa.
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A empresa já havia informado aos funcionários, em abril, que faria uma grande rodada de cortes no mês seguinte, além de cancelar planos para preencher 6 mil vagas abertas.
Na ocasião, a Meta afirmou em comunicado interno que as demissões tinham como objetivo compensar investimentos em outras áreas, como inteligência artificial.
Além dos cortes, aproximadamente 7 mil funcionários serão transferidos para novas funções focadas em IA, segundo uma fonte familiarizada com o assunto.
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Embora as demissões atinjam diversos departamentos, equipes voltadas para infraestrutura de IA, modelos fundacionais e monetização de inteligência artificial devem ser preservadas, informou anteriormente a CNBC.
“É sempre triste dizer adeus a pessoas que contribuíram para nossa missão e para a construção desta empresa”, escreveu Zuckerberg no memorando desta quarta-feira.
O executivo acrescentou que expressa sua “gratidão a todos que estão deixando a companhia hoje por todo o trabalho realizado em prol da nossa comunidade”.
“Estamos transformando nossa empresa para garantir que ela continue sendo o melhor lugar para pessoas talentosas causarem o maior impacto possível”, afirmou Zuckerberg. “As pessoas nos dizem que valorizam a possibilidade de assumir mais responsabilidade e executar suas visões com menos burocracia e menos camadas de gestão”, acrescentou.
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As demissões acontecem em meio a um período de forte ansiedade entre os funcionários da Meta, já que a controladora do Facebook realizou várias rodadas de cortes neste ano.
Segundo fontes ouvidas anteriormente pela CNBC, outra rodada de demissões pode ocorrer em agosto, seguida de novos cortes durante o outono no hemisfério norte.
Dados da rede profissional anônima Blind mostraram que a avaliação geral da Meta feita pelos próprios funcionários caiu 25% em relação ao pico registrado no segundo trimestre de 2024 até o período atual. A nota ligada à cultura da empresa recuou 39%.
Zuckerberg afirmou no memorando que os executivos “não esperam novas demissões em massa neste ano” e reconheceu falhas na comunicação interna.
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“Quero reconhecer que não fomos tão claros quanto gostaríamos em nossa comunicação, e essa é uma área em que quero garantir que vamos melhorar”, escreveu.
Em janeiro, a Meta demitiu cerca de 1 mil funcionários da divisão Reality Labs. Em março, uma nova rodada de cortes afetou centenas de outros trabalhadores.
A empresa também informou em março que pretende reduzir a dependência de fornecedores terceirizados responsáveis pela moderação de conteúdo, substituindo parte dessas funções por sistemas de inteligência artificial.
A Meta não é a única gigante de tecnologia promovendo cortes em meio ao boom da IA.
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A Cisco informou na semana passada que vai demitir cerca de 4 mil funcionários. Em publicação no blog da companhia, o CEO Chuck Robbins afirmou que “as empresas que vencerão na era da IA serão aquelas com foco, urgência e disciplina para redirecionar continuamente investimentos para áreas onde a demanda e a criação de valor de longo prazo sejam mais fortes”.
Já a Microsoft informou em abril que pretende oferecer programas de desligamento voluntário pela primeira vez na história da empresa. Cerca de 7% dos funcionários da companhia nos Estados Unidos poderão aderir ao programa, segundo uma fonte familiarizada com os planos.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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