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IA no centro da revolução da saúde: presidente do Einstein aponta tecnologia como motor da transformação
Publicado 19/03/2026 • 21:50 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 19/03/2026 • 21:50 | Atualizado há 2 meses
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A inteligência artificial se consolida como um dos principais motores de transformação da saúde, com impacto direto na gestão hospitalar, no atendimento ao paciente e na ampliação do acesso, afirmou o presidente do Hospital Israelita Albert Einstein, Sidney Klajner, em entrevista à Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, nesta quinta-feira (19).
Segundo ele, a tecnologia tem sido usada não apenas para inovação clínica, mas também para enfrentar desafios estruturais do sistema de saúde. “A gente procura usar tecnologia para melhorar o acesso, promover equidade e superar barreiras, especialmente em um país como o nosso”, afirmou.
Durante participação no South by Southwest (SXSW), em Austin (EUA), o Einstein apresentou projetos que combinam dados de populações vulneráveis e informações ambientais para antecipar riscos e apoiar políticas públicas. “A tecnologia permite reunir dados e criar sistemas de predição que ajudam a proteger populações, inclusive diante das mudanças climáticas”, disse.
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Klajner destacou que o avanço da inteligência artificial depende de plataformas robustas de dados e deve ser visto como um complemento ao trabalho médico. “A gente chama de inteligência ampliada, porque ela não substitui o profissional – ela aumenta a nossa capacidade de decisão”, explicou.
Na rotina do hospital, a tecnologia já está integrada a diversas etapas do cuidado. “Hoje temos mais de 120 protocolos de inteligência artificial rodando diariamente, tanto no setor privado quanto no público”, afirmou.
Entre os exemplos, o executivo citou sistemas que monitoram indicadores em tempo real. “Se um paciente não recebe uma medicação no tempo previsto, o sistema gera um alerta imediato. É uma prevenção ativa de eventos adversos”, disse.
A IA também permite antecipar cenários clínicos. “Conseguimos prever deterioração de pacientes antes mesmo de sinais perceptíveis ao médico, além de apoiar decisões e melhorar a gestão do hospital”, afirmou.
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Outro avanço está na automação de tarefas. “Hoje temos ferramentas que analisam prontuários e até registram automaticamente a consulta, permitindo que o médico foque no paciente, no olho no olho”, explicou.
Para Klajner, esse é justamente o ponto de equilíbrio entre tecnologia e humanização. “Quando a tecnologia me permite não desviar o olhar e dedicar mais tempo ao paciente, eu estou sendo mais humano”, disse.
O Einstein também tem direcionado investimentos para áreas emergentes, como computação quântica, supercomputação e terapias avançadas, além de ampliar sua atuação no setor público. “Hoje gerimos nove hospitais públicos e usamos tecnologia para aumentar a capacidade produtiva e a qualidade do atendimento”, afirmou.
A telemedicina, segundo ele, é um exemplo de como a tecnologia pode ampliar o acesso e, ao mesmo tempo, reforçar o cuidado. “Ela não substitui o contato humano, mas amplia as possibilidades de interação e cuidado, especialmente onde o acesso físico é limitado”, disse.
Klajner citou iniciativas em regiões remotas do país. “Um paciente em uma cidade ribeirinha pode ser atendido por um especialista à distância, sem precisar viajar dias. Já realizamos mais de 520 mil atendimentos com alta resolutividade, todos pelo SUS”, afirmou.
Para o executivo, o avanço tecnológico na saúde deve seguir alinhado à experiência do paciente. “Nosso objetivo é usar inovação para melhorar diagnóstico, eficiência e, principalmente, a relação humana no atendimento”, concluiu.
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