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Xi Jinping aposta tudo nos chips para transformar a China em potência global de I.A
Publicado 25/07/2026 • 06:30 | Atualizado há 55 minutos
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Publicado 25/07/2026 • 06:30 | Atualizado há 55 minutos
KEY POINTS
Foto: Unsplash
Xi Jinping aposta tudo nos chips para transformar a China em potência global de I.A
O presidente da China, Xi Jinping, reforçou nesta sexta-feira (17), durante a Conferência Mundial de Inteligência Artificial (WAIC), em Xangai, a estratégia do país para consolidar sua liderança global em inteligência artificial (I.A).
Em um momento de disputa tecnológica com os Estados Unidos, Xi anunciou novos programas de cooperação com países em desenvolvimento, defendeu uma governança internacional para a I.A e colocou os semicondutores e a infraestrutura computacional no centro do plano chinês para ampliar sua influência no setor.
No discurso de abertura do evento, Xi afirmou que a inteligência artificial deve ser construída de forma colaborativa e não concentrada nas mãos de poucas nações.
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Segundo ele, a China pretende ampliar sua parceria tecnológica com países do chamado Sul Global por meio de capacitação, intercâmbio e projetos conjuntos.
Como parte dessa estratégia, o governo chinês oferecerá 5 mil vagas em treinamentos, cursos e seminários sobre inteligência artificial ao longo dos próximos cinco anos. A iniciativa faz parte da política de aproximação de Pequim com economias emergentes.
Além dos programas de formação, Xi anunciou que a China ampliará a cooperação em I.A com organizações como a Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean), a União Africana, a Liga dos Estados Árabes e o BRICS.
O presidente defendeu que o avanço da inteligência artificial seja resultado da cooperação internacional e afirmou que todos os países devem ter acesso às oportunidades criadas pela nova tecnologia.
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Embora tenha dedicado parte do discurso à cooperação internacional, a mensagem também reforçou a prioridade dada por Pequim ao fortalecimento da indústria nacional de semicondutores e da infraestrutura necessária para desenvolver modelos avançados de inteligência artificial.
Durante a conferência, a Huawei apresentou o Atlas 950 SuperPoD, plataforma desenvolvida para conectar grandes quantidades de chips de alto desempenho e fornecer capacidade computacional para centros de dados de grande escala.
Segundo a empresa, a solução foi criada para atender à crescente demanda por processamento exigida pelo treinamento de modelos avançados de I.A, um dos segmentos considerados estratégicos pelo governo chinês.
A apresentação evidencia o esforço da China para reduzir sua dependência de tecnologias estrangeiras e acelerar a produção doméstica de hardware voltado à inteligência artificial.
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Siga o Times | CNBCSem mencionar diretamente Washington, Xi também fez críticas ao uso de medidas de segurança nacional para limitar o desenvolvimento da inteligência artificial em outros países.
O presidente afirmou que a I.A deve permanecer segura e sob controle humano, mas alertou contra a ampliação excessiva do conceito de segurança nacional e contra políticas que priorizem apenas os interesses de um país.
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As declarações ocorrem em meio às restrições impostas pelos Estados Unidos ao acesso da China a tecnologias consideradas estratégicas.
Desde 2019, quando a Huawei passou a integrar a lista de restrições comerciais do governo americano, Washington vem ampliando os controles sobre exportações de chips avançados e equipamentos para fabricação de semicondutores, alegando razões de segurança nacional.
As limitações também afetaram empresas estrangeiras. A Nvidia informou recentemente que perdeu espaço no mercado chinês porque não conseguiu desenvolver produtos capazes de atender simultaneamente às exigências regulatórias dos governos chinês e americano.
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Segundo a companhia, a restrição acabou fortalecendo concorrentes locais, que passaram a expandir seus próprios ecossistemas de clientes e desenvolvedores.
Durante a conferência em Xangai, representantes de 29 países também assinaram um acordo para criar a Organização Mundial de Cooperação em Inteligência Artificial (WAICO), que terá sede na cidade chinesa.
A iniciativa reforça o objetivo de Pequim de ampliar sua presença na formulação de normas internacionais para a inteligência artificial e de consolidar sua posição como um dos principais polos globais de desenvolvimento da tecnologia.
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Combinando investimentos em chips, infraestrutura computacional e cooperação internacional, a China busca acelerar sua independência tecnológica e fortalecer sua influência na corrida global pela liderança da inteligência artificial.
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