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Lucro da Vivo sobe 19% no 1T26 com bons resultados no móvel pós-pago e fibra

Publicado 11/05/2026 • 08:05 | Atualizado há 3 dias

KEY POINTS

  • Lucro líquido da Vivo cresce 19,2% no 1T26 e atinge R$ 1,26 bilhão, puxado pelo pós-pago e pela fibra.
  • EBITDA da Telefônica Brasil soma R$ 6,2 bilhões com margem de 40,2% no primeiro trimestre de 2026.
  • Base de clientes da Vivo bate recorde com 117,4 milhões de acessos e 5G em 905 municípios.

A Vivo registrou lucro líquido de R$ 1,261 bilhão no primeiro trimestre de 2026, alta de 19,2% em relação ao mesmo período do ano anterior. Os números foram divulgados nesta segunda-feira (11) pela Telefônica Brasil, controladora da operadora no país.

Por trás do resultado estão dois principais fatores, o avanço do pós-pago móvel e a expansão da fibra óptica residencial (FTTH). Juntos, os segmentos impulsionaram a receita operacional e sustentaram a ampliação do EBIT em 16,9% na comparação anual, o que se traduziu diretamente no crescimento do lucro líquido.

Pós-pago lidera o negócio móvel da Vivo

A receita de serviço móvel somou R$ 9,881 bilhões no trimestre, crescimento de 6,6% sobre o 1T25. O pós-pago foi o principal responsável pelo desempenho, com alta de 7,8% e participação de 86,6% da receita móvel total, avanço de 1 ponto percentual na comparação anual.

A base de clientes pós-pago encerrou o período com 72,1 milhões de acessos, expansão de 6,9% sobre o mesmo trimestre de 2025. O movimento foi alimentado por migrações do pré-pago para o controle e do controle para o pós-puro, além da captação de novos clientes.

No pós-pago da Vivo, o ARPU (receita média por usuário) atingiu R$ 52,6 no trimestre, alta de 0,8% na comparação anual, refletindo um mix de clientes mais qualificado.

🔍 ARPU (Average Revenue per User) é a receita média mensal gerada por cada cliente. Quanto maior o indicador, mais valor a operadora extrai de sua base.

O churn do pós-pago da Vivo permaneceu em 1% no trimestre, patamar historicamente baixo e estável em relação ao 4T25.

🔍 Churn é a taxa mensal de cancelamento de clientes. Quanto menor o número, maior a retenção da base.

Pré-pago segue em transição

O segmento pré-pago registrou queda de 1% na receita na comparação anual, para R$ 1,323 bilhão. O recuo reflete a migração contínua de clientes para os planos controle, movimento que vem sendo monitorado pela companhia há vários trimestres.

Ainda assim, o resultado representa a quarta melhora consecutiva na variação anual desde o 1T25, quando a queda chegava a 11,4%. As iniciativas de monetização, como o aumento da frequência de recargas, contribuíram para elevar o ARPU do segmento em 10% na comparação anual, para R$ 13,8.

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Fibra puxa o negócio fixo

A receita líquida fixa avançou 5,1% na comparação anual, para R$ 4,425 bilhões. A fibra óptica até a residência foi o destaque, com crescimento de 9,3%, para R$ 2,076 bilhões. Os dados corporativos, TIC e serviços digitais somaram R$ 1,423 bilhão, alta de 8,5%.

A Vivo encerrou o trimestre com 31,5 milhões de casas passadas com fibra, crescimento de 6,2% sobre o 1T25, cobrindo 453 cidades. As casas conectadas chegaram a 8 milhões, alta de 11,5%, elevando a taxa de penetração para 25,4%, avanço de 1,2 ponto percentual na comparação anual.

O ARPU de fibra subiu 0,8% em relação ao trimestre anterior, para R$ 87,7, mesmo com forte atividade comercial no período. O churn FTTH permaneceu estável em 1,5%.

O produto Vivo Total, que combina fibra e móvel em uma única fatura, representou 83,2% das adições de FTTH nas lojas físicas próprias e já corresponde a 44,7% de todos os acessos de fibra da companhia, avanço de 7,1 pontos percentuais na comparação anual.

Venda de aparelhos cresce 26,6%

A receita com aparelhos e eletrônicos atingiu R$ 1,152 bilhão, alta de 26,6% sobre o 1T25. O resultado foi o maior desde o segundo trimestre de 2021 e decorreu de um portfólio mais competitivo e de uma nova abordagem comercial que ampliou a disponibilidade de dispositivos nas lojas. Os celulares compatíveis com 5G representaram 97,2% das unidades vendidas no trimestre.

EBITDA e margens em expansão

O Lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA) totalizou R$ 6,209 bilhões no período, crescimento de 8,9% sobre o 1T25, com margem de 40,2%, avanço de 0,5 ponto percentual. O EBITDA após arrendamentos atingiu R$ 4,8 bilhões, alta de 9,7%, com margem de 31,1%.

O fluxo de caixa operacional somou R$ 4,162 bilhões, expansão de 8,5%, com margem de 26,9%. O fluxo de caixa livre encerrou o trimestre em R$ 2,2 bilhões, crescimento de 3,6% na comparação anual.

Investimentos e cobertura 5G da Vivo

Os investimentos totalizaram R$ 2,048 bilhões no trimestre, alta de 9,6% sobre o 1T25, equivalente a 13,2% da receita líquida. Mais de 75% do volume foi destinado ao fortalecimento da rede móvel e à expansão da fibra.

A rede 5G da companhia chegou a 905 municípios, acréscimo de 316 cidades em relação ao 1T25, cobrindo 71% da população brasileira.

Resultado financeiro e posição de caixa

O resultado financeiro registrou despesa líquida de R$ 720 milhões, alta de 26,6% na comparação anual. O aumento reflete o maior nível de endividamento após a aquisição da FiBrasil e o crescimento dos passivos de arrendamento associados à expansão da rede.

A dívida bruta, excluindo arrendamentos, somou R$ 4,838 bilhões ao final do trimestre, recuo de 1,5% em relação ao 4T25. A relação dívida líquida sobre EBITDA caiu de 0,5 vez no 1T25 para 0,4 vez no 1T26. Considerando caixa, aplicações e derivativos, a companhia encerrou março com posição de caixa líquido de R$ 4,491 bilhões.

Acionistas recebem R$ 6,99 bilhões

A remuneração aos acionistas comprometida para 2026 totalizou R$ 6,990 bilhões, superando o exercício de 2025 em 9,6%. O valor inclui R$ 2,990 bilhões em juros sobre capital próprio declarados em 2025 e R$ 4 bilhões referentes à redução de capital aprovada em assembleia, com pagamento previsto para 14 de julho de 2026.

O conselho de administração aprovou, em fevereiro (20), um novo programa de recompra de ações de até R$ 1 bilhão, a ser executado até fevereiro de 2027. A companhia reafirmou o compromisso de distribuir ao menos 100% do lucro líquido do exercício de 2026.

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