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Empresas demitiram por causa da IA, mas resultado financeiro decepciona; saiba mais
Publicado 13/05/2026 • 08:44 | Atualizado há 4 meses
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Publicado 13/05/2026 • 08:44 | Atualizado há 4 meses
KEY POINTS
Foto: Freepik
A adoção da I.A. pelas empresas ganhou força nos últimos anos como uma promessa de eficiência, redução de custos e substituição de parte da força de trabalho.
No entanto, um novo estudo da Gartner mostra que, na prática, as demissões ligadas à automação e à inteligência artificial não têm se traduzido em maior retorno sobre o investimento, mesmo em companhias que já cortaram pessoal com esse objetivo.
O levantamento da Gartner (empresa global de pesquisa e consultoria focada no mercado de tecnologia e negócios), com 350 executivos de grandes empresas globais, indica que muitas organizações reduziram seus quadros após testar soluções de inteligência artificial e sistemas autônomos.
Apesar disso, os dados mostram que não existe uma relação direta entre demissões e aumento de retorno sobre investimento: em muitos casos, as empresas cortaram funcionários antes mesmo de comprovar ganhos consistentes em produtividade ou resultado financeiro.
Isso sugere que a decisão de reduzir equipes funciona mais como uma aposta inicial na automação do que como uma estratégia consolidada de eficiência.
Os melhores desempenhos identificados no estudo não estão ligados à substituição de trabalhadores, mas ao uso da I.A. como ferramenta de apoio.
As empresas que mais obtêm retorno utilizam a tecnologia para automatizar tarefas repetitivas, melhorar processos internos e apoiar decisões. Nesse modelo, a I.A. não elimina funções, mas amplia a capacidade dos profissionais, criando ganhos mais consistentes de produtividade.
Esse padrão reforça a ideia de que o valor da tecnologia está mais na integração com o trabalho humano do que na substituição direta dele.
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Siga o Times | CNBCO estudo também revela que não há consenso entre executivos sobre o papel da I.A. dentro das empresas. Parte deles aposta em sistemas que apenas apoiam decisões humanas, enquanto outros já projetam uma atuação mais autônoma da tecnologia.
Essa divisão mostra que o mercado ainda está em fase de experimentação, sem uma direção única sobre como aplicar a inteligência artificial em escala.
Mesmo com o avanço da I.A., o aumento de demissões associadas à tecnologia também precisa ser analisado dentro de um contexto mais amplo. Em muitas empresas, os cortes estão ligados a reestruturações internas, mudanças de prioridade e realocação de investimentos em infraestrutura digital.
Isso indica que nem todas as demissões atribuídas à automação representam substituição direta por inteligência artificial, mas sim ajustes estratégicos em um cenário de transformação mais amplo.
Leia mais: Uso indevido de I.A. pode ameaçar estabilidade financeira mundial? Veja alerta do FMI
O cenário atual aponta para uma desconexão entre expectativa e resultado. Embora a inteligência artificial esteja cada vez mais presente nas empresas, o uso focado apenas em redução de pessoal não tem gerado os ganhos esperados.
Os dados sugerem que o retorno mais consistente aparece quando a tecnologia é usada para ampliar o trabalho humano, e não para substituí-lo. Nesse sentido, a I.A. ainda depende menos da promessa de corte de custos e mais da forma como é integrada às operações e às pessoas.
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