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Meta diz que novo recurso do WhatsApp está protegido contra golpes após Índia alertar para riscos de segurança
Publicado 02/07/2026 • 07:50 | Atualizado há 58 minutos
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Publicado 02/07/2026 • 07:50 | Atualizado há 58 minutos
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O atual líder do WhatsApp na Meta deixará o cargo e será substituído pelo fundador da fintech indiana Cred.
A gigante das redes sociais Meta Platforms defendeu a implementação de nomes de usuário no WhatsApp, após o governo da Índia afirmar que a medida pode levar ao aumento dos crimes cibernéticos.
“Os usuários ainda precisam de um número de telefone para usar o WhatsApp, e desenvolvemos múltiplas camadas de proteção contra golpes nos nomes de usuário”, afirmou um porta-voz da Meta à CNBC, por e-mail.
A empresa de tecnologia informou que limitará o número de novas pessoas com quem uma conta pode entrar em contato, bloqueará tentativas repetidas de adivinhar nomes de usuário e utilizará sistemas para detectar e remover atividades que apresentem padrões comuns associados à falsificação de identidade ou a abusos.
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A Meta acrescentou que o recurso de nomes de usuário ainda não está disponível e será implementado “gradualmente ao longo deste ano”.
Na segunda-feira (29), o WhatsApp anunciou a novidade, classificando-a como um “importante recurso de privacidade” criado para ajudar as pessoas a permanecerem conectadas sem precisar compartilhar seus números de telefone.
Segundo reportagem da agência de notícias indiana ANI, o governo da Índia afirmou que o recurso de nomes de usuário “pode aumentar significativamente a incidência de fraudes on-line, phishing, golpes de prisão digital e ataques de falsificação de identidade, ao permitir que agentes mal-intencionados abordem e enviem mensagens às vítimas”.
O governo concedeu ao WhatsApp três dias para apresentar uma explicação detalhada sobre o recurso, sob pena de sofrer medidas previstas na regulamentação de tecnologia da informação do país. A empresa também foi instruída a suspender a implementação da funcionalidade até que as preocupações do governo sejam resolvidas.
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Embora a privacidade dos usuários desempenhe um papel na formulação de políticas públicas, “o forte aumento dos crimes financeiros facilitados por meios cibernéticos deslocou, sem dúvida, o foco para a segurança”, afirmou Reema Bhattacharya, chefe de pesquisa para a Ásia da Verisk Maplecroft, à CNBC.
O próprio relatório Adversarial Threat, divulgado pela Meta em março, constatou que sindicatos de golpes online tiveram como alvo usuários na Índia com mais frequência do que em qualquer outro país, exceto os Estados Unidos.
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Siga o Times | CNBCSegundo o governo indiano, os casos de crimes cibernéticos mais que dobraram em 2024, chegando a quase 2,3 milhões, ante 1 milhão registrado em 2022.
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A Índia possui mais de meio bilhão de usuários do WhatsApp, e essa escala torna a plataforma mais suscetível ao escrutínio das autoridades, afirmaram especialistas.
O alcance do WhatsApp, aliado ao recurso de nomes de usuário, significa que “a desinformação pode se espalhar ainda mais rapidamente”, e golpistas podem usar nomes e fotos familiares para se passar por outras pessoas, disse Neil Shah, vice-presidente de pesquisa da Counterpoint Research.
Parte dessas preocupações está sendo abordada pela Meta. A empresa informou à CNBC que reservará os nomes de maior destaque, que só poderão ser reivindicados por seus proprietários legítimos, além de bloquear variações semelhantes de nomes conhecidos para proteger os usuários contra falsificação de identidade.
Os governos esperam cada vez mais que as plataformas digitais compartilhem a responsabilidade pela redução de danos, afirmou Bhattacharya, acrescentando, porém, que é difícil “estabelecer o limite entre uma regulamentação legítima e medidas que possam desestimular a inovação ou enfraquecer a privacidade dos usuários”.
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A fiscalização do governo sobre o recurso de nomes de usuário do WhatsApp ocorre apenas algumas semanas depois de a Índia bloquear temporariamente o Telegram para impedir fraudes em exames durante uma importante prova nacional.
O governo afirmou que a plataforma hospedava diversos canais que alegavam falsamente ter obtido o vazamento das provas e, em seguida, exigiam dinheiro de candidatos e de seus familiares para conceder acesso ao material.
O Telegram respondeu que a medida puniu “150 milhões de usuários comuns do aplicativo” na Índia, e não os responsáveis pelo vazamento do conteúdo das provas.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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