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Meta, Google e TikTok disputam corrida para descobrir a idade de crianças nas redes sociais
Publicado 04/09/2026 • 06:00 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 04/09/2026 • 06:00 | Atualizado há 2 meses
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Foto: unsplash
Meta, Google e TikTok disputam corrida para descobrir a idade de crianças nas redes sociais
Meta, Google e TikTok estão ampliando os esforços para identificar crianças e adolescentes nas redes sociais. A movimentação ocorre em meio à pressão de autoridades e da opinião pública nos Estados Unidos e em outros países sobre a segurança de menores na internet.
Para descobrir a idade dos usuários, as empresas recorrem cada vez mais à inteligência artificial. O objetivo é encontrar sinais que indiquem se uma conta pertence a uma criança ou adolescente. Entretanto, a tecnologia estima a idade, mas não consegue confirmar a data de nascimento, de acordo com o Los Angeles Times.
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A Meta ganhou um prazo de um ano para melhorar sua tecnologia após fechar um acordo judicial de US$ 18 bilhões (cerca de R$ 91,7 bilhões) com procuradores-gerais de 48 estados americanos, além do Distrito de Columbia e de territórios dos EUA.
O acordo encerra acusações de que Instagram e Facebook prejudicaram a saúde mental de crianças ao serem desenvolvidos para prender a atenção de usuários jovens. Como parte do compromisso, a Meta deverá aprimorar seus mecanismos usando ferramentas próprias e de terceiros, além de passar por auditorias externas regulares.
A empresa já aceita documentos de identidade para verificar a idade e afirma que os exclui em até 30 dias. No entanto, também utiliza inteligência artificial para encontrar indícios de que determinado usuário pode ser menor.
No Instagram, o sistema considera publicações sobre aniversários ou escola, conteúdos curtidos e comentados, amizades e horários de acesso. A Meta também analisa imagens em busca de características visuais que possam ajudar a estimar a idade.
O Google adotou estratégia semelhante no YouTube. Desde o ano passado, a plataforma utiliza inteligência artificial para diferenciar adultos de menores com base, entre outros sinais, no histórico de visualização.
A tecnologia, porém, não representa uma comprovação oficial da idade. Ela trabalha com probabilidades e pode cometer erros. Além de Meta e Google, o TikTok está entre as plataformas que ampliam medidas de segurança infantil diante da pressão regulatória. O movimento também envolve empresas como o Roblox.
Outra alternativa envolve selfies em vídeo. Empresas especializadas, como Yoti e Persona, trabalham com companhias de tecnologia para estimar a idade por meio dessas imagens.
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Siga o Times | CNBCO Roblox, por exemplo, permite que menores de 13 anos tenham contas, mas exige uma selfie em vídeo de quem deseja utilizar o recurso de conversa. A empresa afirma que excluiu o vídeo depois da análise e que o envio da imagem facial não é obrigatório para usar a plataforma em geral.
Ainda assim, especialistas questionam a precisão desses sistemas. Há relatos de usuários que receberam estimativas incorretas, além de preocupações específicas com mulheres e determinados grupos raciais ou étnicos. Segundo Matt Kaufman, diretor de segurança do Roblox, o sistema consegue estimar a idade de pessoas entre 5 e 25 anos com margem de erro de um ou dois anos.
A discussão também chegou às lojas de aplicativos. Meta e algumas empresas defendem que Apple e Google deveriam verificar a idade dos usuários antes de permitir o download de determinados aplicativos.
O Google discorda. A empresa afirma que essa alternativa não resolveria situações envolvendo computadores, aparelhos compartilhados por famílias e aplicativos que já vêm instalados nos dispositivos.
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Enquanto a tecnologia busca proteger crianças, especialistas alertam para os riscos relacionados à coleta de dados pessoais. A comprovação por documentos exige que o usuário entregue informações sensíveis. Já sistemas de inteligência artificial e reconhecimento facial podem analisar imagens, comportamento e outras características para estimar a idade.
A Electronic Frontier Foundation (EFF) critica há anos a limitação de acesso à internet baseada na idade. A organização alerta que esses mecanismos podem vincular a identidade real do usuário à sua atividade online e criar riscos em caso de vazamento, roubo ou uso indevido dos dados.
Além disso, críticos temem que a exigência de comprovação de idade deixe de atingir apenas conteúdos inadequados para menores e passe a restringir o acesso de adultos a notícias, informações de saúde e outros espaços de expressão.
Assim, a corrida de Meta, Google e TikTok envolve mais do que descobrir a idade de crianças. As empresas precisam encontrar uma forma de ampliar a proteção dos menores sem transformar a identificação pessoal em uma exigência para navegar na internet.
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