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Por que a OpenAI quer dar 5% da empresa ao governo dos EUA? Entenda a proposta
Publicado 03/07/2026 • 08:00 | Atualizado há 51 minutos
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Publicado 03/07/2026 • 08:00 | Atualizado há 51 minutos
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Foto: Depositphotos
Por que a OpenAI quer dar 5% da empresa ao governo dos EUA? Entenda a proposta
A OpenAI apresentou ao governo dos Estados Unidos uma proposta para transferir 5% de participação da empresa ao Estado, em uma iniciativa que busca reduzir a pressão política sobre o setor de inteligência artificial e ampliar a participação pública nos ganhos gerados pela tecnologia.
Em meio ao aumento das discussões em Washington sobre segurança nacional, regulação e competitividade da I.A diante do avanço de empresas chinesas.
A sugestão foi apresentada pelo CEO da OpenAI, Sam Altman, nesta quinta-feira (2), durante conversas com integrantes do governo do presidente Donald Trump.
Leia também: SoftBank avança em aporte à OpenAI e libera nova injeção de R$ 52 bilhões
A ideia faz parte de um plano mais amplo para que o governo americano detenha participações nas principais desenvolvedoras de inteligência artificial do país.
Pela proposta, empresas como Anthropic, Google e Meta também poderiam ceder cerca de 5% de suas ações a um veículo ligado ao governo, funcionando de forma semelhante a um fundo soberano. Até o momento, não há confirmação de que essas companhias aceitem aderir ao modelo.
Com base na avaliação mais recente da OpenAI, estimada em US$ 852 bilhões após uma rodada histórica de investimentos concluída em março, a participação de 5% representaria aproximadamente US$ 42,6 bilhões.
Altman defende que o crescimento da inteligência artificial deve gerar benefícios diretos para a população americana.
A participação acionária permitiria que parte da valorização das empresas fosse revertida ao governo e, indiretamente, à sociedade.
Essa proposta também surge em um momento de maior aproximação entre as empresas de tecnologia e Washington, diante do interesse do governo em exercer maior influência sobre um setor considerado estratégico para a economia e para a segurança nacional.
Nos últimos meses, autoridades americanas passaram a intensificar o acompanhamento das empresas responsáveis pelos modelos de inteligência artificial mais avançados.
Entre as preocupações estão possíveis riscos relacionados à segurança cibernética, ao uso da tecnologia em áreas sensíveis e ao crescimento acelerado de modelos chineses de código aberto, que vêm oferecendo desempenho competitivo com custos menores.
Leia também: OpenAI limita novos modelos de IA a “parceiros confiáveis” a pedido do governo dos EUA
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Siga o Times | CNBCRecentemente, a Anthropic chegou a restringir temporariamente o acesso aos modelos Fable e Mythos para cumprir exigências do governo relacionadas ao controle de exportações.
Dias depois, a empresa informou que o acesso foi restabelecido após atender às exigências das autoridades.
As conversas sobre uma possível participação do governo na OpenAI não são recentes. Segundo informações divulgadas anteriormente, Sam Altman apresentou esse conceito diretamente ao governo Trump no início de 2025.
Em abril deste ano, a OpenAI também sugeriu a criação de um fundo de riqueza pública voltado para reunir ativos ligados ao crescimento da inteligência artificial, com a proposta de distribuir parte dos benefícios econômicos gerados pelo setor à população.
Leia também: OpenAI considera adiar IPO até 2027 e segurar aposta de 1 trilhão para valor de mercado
A estratégia acompanha uma política adotada pelo governo Trump de investir diretamente em empresas consideradas estratégicas.
Durante o segundo mandato, Washington adquiriu participações em companhias ligadas aos setores de semicondutores, computação quântica e minerais críticos.
Um dos exemplos foi a aquisição de 10% da Intel após um investimento de US$ 8,9 bilhões realizado em 2025. Posteriormente, Trump afirmou que o governo poderia ter adquirido uma participação ainda maior na fabricante de chips.
Enquanto negocia mudanças na relação com o governo americano, a OpenAI também avalia adiar sua oferta pública inicial de ações (IPO), que pode ficar para 2027.
A estratégia busca consolidar o crescimento da empresa antes de tentar alcançar uma avaliação próxima de US$ 1 trilhão.
Leia também: O que é o chip “Jalapeño” da OpenAI e para que ele serve?
Para Thiago Muniz, CEO da Receita Previsível e da B2B Stack, a decisão demonstra cautela em um mercado que ainda debate a capacidade das empresas de inteligência artificial, como a OpenAI, de transformar o forte crescimento em resultados sustentáveis no longo prazo.
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