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Por que ondas de calor preocupam gigantes da inteligência artificial?

Publicado 30/06/2026 • 08:00 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Essa situação pode elevar os riscos de interrupções operacionais, além de aumentar custos com energia, manutenção e seguros.
  • O alerta ganhou força enquanto países europeus enfrentam temperaturas recordes.
  • A expansão da inteligência artificial passa a depender não apenas de investimentos em chips e infraestrutura digital.
Calor

Tânia Rêgo/Agência Brasil

Por que as ondas de calor preocupam gigantes da inteligência artificial?

O avanço acelerado da inteligência artificial está criando uma nova preocupação para as maiores empresas de tecnologia do mundo.

Em meio ao crescimento da demanda por data centers e ao aumento do consumo de energia, episódios de calor extremo passaram a representar um risco direto para a infraestrutura que sustenta os sistemas de I.A.

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O alerta ganhou força enquanto países europeus enfrentam temperaturas recordes e especialistas apontam que os efeitos das mudanças climáticas já começam a pressionar o setor tecnológico.

Calor desafia a expansão da I.A

Os data centers são o coração da inteligência artificial moderna. É neles que funcionam os servidores responsáveis pelo treinamento e pela operação de modelos cada vez mais sofisticados.

No entanto, manter esses equipamentos funcionando exige grandes quantidades de energia e sistemas de resfriamento eficientes, visto que as ondas de calor aumentam simultaneamente a necessidade de refrigeração dos centros de dados e a pressão sobre as redes elétricas.

Em períodos de temperaturas extremas, o consumo de eletricidade cresce devido ao uso intensivo de aparelhos de ar-condicionado, reduzindo a capacidade disponível para abastecer grandes instalações tecnológicas.

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Especialistas do setor afirmam que essa situação pode elevar os riscos de interrupções operacionais, além de aumentar custos com energia, manutenção e seguros.

Eventos climáticos e inteligência artificial

O impacto já aparece nos números do mercado. De acordo com executivos da seguradora Zurich, os eventos climáticos severos passaram a ser a principal causa de perdas em projetos de construção de data centers nos Estados Unidos nos últimos três anos.

A preocupação se intensifica porque uma parcela crescente dos novos empreendimentos está sendo construída fora dos polos tradicionais.

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Estados como Texas, Tennessee, Wisconsin e Ohio concentram investimentos bilionários, mas também apresentam exposição a fenômenos como tornados, granizo, ventos fortes e ondas de calor.

Um estudo aponta ainda que 79% da capacidade global de data centers está localizada em áreas sujeitas a riscos climáticos elevados, incluindo incêndios florestais, enchentes e tempestades intensas.

Alerta climático global reforça preocupação

As dificuldades enfrentadas pelo setor de tecnologia ocorrem em um momento de crescente preocupação internacional com o aquecimento do planeta.

Dados divulgados pela Organização Meteorológica Mundial (OMM), vinculada à ONU, mostram que o período entre 2015 e 2025 foi composto pelos 11 anos mais quentes já registrados.

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O relatório Estado do Clima Global 2025 destaca que a temperatura média do planeta permaneceu cerca de 1,43°C acima dos níveis pré-industriais em 2025.

A entidade também informou que as concentrações de dióxido de carbono, metano e óxido nitroso atingiram novos recordes, intensificando o efeito estufa e ampliando o desequilíbrio climático global.

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Segundo a ONU, o aumento da temperatura dos oceanos, o derretimento acelerado das geleiras e a frequência maior de eventos extremos indicam que as mudanças climáticas estão se tornando um desafio econômico e social de longo prazo.

Corrida por soluções tecnológicas

Diante desse cenário, empresas de tecnologia e fabricantes de equipamentos buscam alternativas para reduzir a vulnerabilidade dos data centers.

A Microsoft informou que vem projetando novas instalações com maior capacidade de adaptação a eventos climáticos extremos.

Já a Nvidia anunciou avanços em sistemas de resfriamento capazes de operar com temperaturas mais elevadas, reduzindo o consumo energético necessário para manter os servidores funcionando.

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Fabricantes de equipamentos de climatização também começaram a incorporar projeções de aquecimento global no planejamento de novos projetos.

Em alguns casos, operadores de data centers já exigem que as instalações sejam construídas considerando o aumento previsto das temperaturas nas próximas décadas.

Desafio da tecnologia

O relatório da ONU reforça que o aquecimento global não afeta apenas o meio ambiente, mas também setores estratégicos da economia.

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Em 2024, os desastres relacionados ao clima causaram prejuízos diretos estimados em US$ 202 bilhões no mundo. Quando considerados os impactos indiretos e ambientais, as perdas superam US$ 2,3 trilhões por ano.

Nesse contexto, a expansão da inteligência artificial passa a depender não apenas de investimentos em chips e infraestrutura digital, mas também da capacidade de adaptação a um planeta cada vez mais quente.

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O desafio climático, que já afeta cidades, agricultura e sistemas de energia, agora também se tornou uma questão central para o futuro da revolução da inteligência artificial.

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