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Nvidia? Intel? A queridinha de IA é outra e já subiu mais de 700%
Publicado 14/05/2026 • 10:07 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 14/05/2026 • 10:07 | Atualizado há 5 meses
CANVA
Nem Nvidia, nem Intel e muito menos AMD. A queridinha do mercado de semicondutores é a Micron Technology. Nos últimos 12 meses, as ações da companhia americana, subiram mais de 700%. A valorização representou um ganho de mais de US$ 800 bilhões em valor de mercado.
A Micron atua com a fabricação de memórias que são utilizadas nos chips de inteligência artificial. Essa memória é chamada de High Bandwidth Memory (HBM) e dá a força necessária para alimentar as GPUs usadas para criar inteligência artificial generativa.
A Micron não é a única empresa no segmento que produz esse tipo de memória. Samsung e SK Hynix são outras fabricantes. A diferença dessas para a Micron é que a americana talvez seja a que tem o melhor cliente: a Nvidia.
O HBM se tornou um componente essencial dentro dos chips Blackwell e H200, que são os mais modernos utilizados atualmente na indústria. Ambos são produzidos pela Nvidia. Em outras palavras, a Micron é se tornou essencial para a Nvidia.
Em seu último balanço financeiro, a Micron reportou receita de US$ 23,86 bilhões, quase três vezes mais do que no primeiro trimestre do ano passado. O lucro por ação foi de US$ 12,20, superando de longe a estimativa de US$ 8,79 para o trimestre.
O que anima os investidores é o que está por vir. Para o próximo trimestre, a companhia divulgou guidance em que espera que a receita aumente para US$ 33,5 bilhões com margem bruta de 81%. O aumento reflete justamente a demanda das fabricantes pela memória criada pela Micron.
Por mais que o mercado de inteligência artificial ainda cause alguns calafrios aos investidores mais conservadores com a possibilidade de que os ganhos com IA generativa não sejam assim tão volumosos, as companhias que atuam fornecendo a infraestrutura já colhem os frutos.
Isso porque essas empresas já fornecem a infraestrutura – por um custo alto – para as empresas que esperam futuramente ganhar dinheiro ofertando serviços ligados com IA generativa. Isso significa que enquanto Meta, OpenAI, Amazon, entre outras, ainda semeiam investimentos, outras companhias já colhem lucros.
Desde o começo do ano as ações da Micron negociadas na Nasdaq subiram mais de 154%. Para efeito de comparação, as ações da Nvidia tiveram alta de 195%. Em 12 meses, a comparação é ainda mais gritante: valorização de 743% da Micron contra alta de 66% da gigante comandada por Jensen Huang.
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