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Por André Amadeus
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Publicado 07/06/2026 • 11:00 | Atualizado há 3 horas
Foto: Unsplash
Tecnologia pode reduzir em até 50% o trabalho operacional de assessores financeiros
A transformação digital ganhou força no mercado de gestão de patrimônio e abriu espaço para o uso de tecnologia, especialmente de inteligência artificial. Em um cenário de maior concorrência e clientes mais exigentes, milionários, bancos e gestoras buscam formas de aumentar a eficiência em menos tempo.
Dados do relatório World Wealth Report 2026, da Capgemini, mostram que o setor enfrenta mudanças importantes. Entre 2022 e 2025, cerca de US$ 1,5 trilhão em ativos migraram para plataformas digitais, family offices e assessores independentes. Ao mesmo tempo, apenas 17% dos milionários afirmam receber uma experiência milionária.
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Segundo o relatório, a inteligência artificial pode ajudar instituições financeiras a recuperar competitividade. A estratégia envolve o conceito de tecnologia avançada, que utiliza ferramentas para ampliar a capacidade dos profissionais em vez de substituí-los.
A pesquisa aponta que 41% do tempo dos assessores ainda se concentra em tarefas operacionais. Com automação e uso de I.A., essa carga pode cair até 50%, permitindo que os profissionais dediquem mais tempo ao relacionamento com clientes e ao planejamento financeiro.
Além disso, o estudo também mostra uma mudança no comportamento dos investidores de alta renda. Em 2019, 39% dos milionários trabalhavam com apenas uma gestora. Em 2025, esse percentual caiu para 19%. Já a parcela que utiliza entre quatro e seis instituições avançou de 12% para 25%.
Além disso, 42% dos clientes afirmam que ainda precisam repetir objetivos e preferências durante o atendimento, o que reforça a busca por soluções tecnológicas capazes de integrar dados e melhorar a experiência com maior rapidez.
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A expectativa é de expansão para ferramentas digitais ligadas ao mercado financeiro. Com isso, a Capgemini projeta crescimento anual de 44,1% para o segmento até 2030. Já os family offices devem avançar 9,7% ao ano, enquanto assessores independentes devem crescer 6,8%.
Para especialistas do setor, a combinação entre inteligência artificial, tecnologia avançada e atendimento humano deve se tornar um dos principais diferenciais competitivos na gestão de patrimônio nos próximos anos.
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