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Tecnologia & Inovação

Torcedor poderá escolher câmera e replay com novas tecnologias nas arenas

Publicado 27/08/2026 • 06:30 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Torcedor poderá escolher diferentes ângulos de câmera e acessar replays personalizados.
  • Redes 5G e 5.5G podem ampliar transmissões em 360 graus e experiências de realidade aumentada.
  • Novas experiências digitais podem criar fontes adicionais de receita para as arenas.
Torcedor poderá escolher câmera e replay com novas tecnologias nas arenas

Foto: unsplash

Torcedor poderá escolher câmera e replay com novas tecnologias nas arenas

A experiência do torcedor em estádios e arenas pode ganhar novas possibilidades com o avanço das redes 5G e 5.5G. Entre os recursos que podem se tornar mais viáveis estão a escolha de diferentes ângulos de câmera, replays sob a perspectiva do árbitro e imagens em 360 graus.

De acordo com a avaliação de Igor Lopes, a evolução da conectividade permite integrar smartphones, câmeras, catracas, meios de pagamento, sistemas de segurança e equipamentos de transmissão em uma mesma infraestrutura.

Na prática, com isso, essa tecnologia pode mudar a relação do público com as transmissões. Assim, em vez de depender apenas do enquadramento escolhido pela produção, o torcedor poderá selecionar, pelo próprio dispositivo, a câmera que deseja acompanhar.

Leia também: Real Tech: Arenas viram plataformas digitais e abrem novas fontes de receita, avalia Igor Lopes

Tecnologia pode dar mais controle ao torcedor

A possibilidade de escolher diferentes perspectivas está entre as principais mudanças proporcionadas pela nova infraestrutura. O público poderá ter acesso a ângulos distintos durante uma partida e a replays sob a perspectiva do árbitro. Além disso, recursos de 360 graus e realidade aumentada podem ampliar as informações disponíveis durante o evento.

Essas experiências, porém, dependem de uma rede capaz de suportar milhares de dispositivos conectados ao mesmo tempo. Por isso, a evolução da conectividade não serve apenas para oferecer internet mais rápida, mas também para sustentar a operação da arena.

5G e 5.5G integram os sistemas

A baixa latência e a maior capacidade de conexão das novas redes permitem integrar diferentes equipamentos, inclusive durante momentos de grande concentração de pessoas. Lopes citou o Nubank Park como exemplo no Brasil. Segundo o especialista, a arena reúne tecnologia 5.5G, fibra e mais de 700 pontos de Wi-Fi para atender ao público e à operação.

A estrutura pode conectar smartphones dos torcedores, catracas, maquininhas de pagamento, câmeras de segurança e equipamentos usados pelas equipes de transmissão. Assim, a conectividade passa a fazer parte do funcionamento do estádio, e não apenas do acesso à internet.

Câmeras sem fio ampliam possibilidades

A mudança também pode alcançar produções de televisão e streaming. Com redes mais estáveis e maior capacidade de transmissão de dados, câmeras podem operar sem cabos e circular por locais mais difíceis de explorar.

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Isso aumenta a mobilidade das equipes e pode reduzir parte da infraestrutura física necessária nos eventos ao vivo. Consequentemente, as transmissões podem ganhar novos ângulos e mais flexibilidade, ampliando também as opções disponíveis para o público.

Experiências imersivas podem crescer

A evolução da conectividade também pode abrir espaço para transmissões em 360 graus, realidade aumentada, óculos de realidade estendida e hologramas.

Outra possibilidade envolve oferecer experiências digitais para quem não está no estádio. Uma delas seria permitir acesso remoto a uma visão equivalente à de um assento privilegiado da arena. Com isso, o público poderia ter uma experiência associada a determinados espaços do estádio, mesmo à distância.

Tecnologia também reforça serviços

A infraestrutura de rede precisa, ao mesmo tempo, garantir o funcionamento de serviços essenciais. Um dos recursos citados por Lopes é o network slicing, que permite dividir virtualmente a rede e reservar capacidade para diferentes funções.

Uma parte pode atender às catracas, outra aos sistemas de segurança e outra às maquininhas de pagamento. Dessa forma, esses serviços podem manter uma conexão dedicada mesmo quando milhares de pessoas estiverem usando a rede.

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Novas experiências podem gerar receita com o torcedor

A transformação tecnológica também cria oportunidades comerciais. Experiências digitais, transmissões personalizadas e acessos virtuais a posições privilegiadas podem se tornar produtos adicionais, ampliando as fontes de receita das arenas.

Nesse cenário, a infraestrutura instalada nos bastidores ganha importância estratégica. Ela conecta pessoas, equipamentos e dados em tempo real e pode transformar a arena em uma plataforma digital, com novas experiências para o torcedor e possibilidades de negócios.

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