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Toyota prevê queda de lucro após impacto de tarifas dos EUA e tensão no Oriente Médio
Publicado 08/05/2026 • 18:03 | Atualizado há 5 dias
Publicado 08/05/2026 • 18:03 | Atualizado há 5 dias
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A Toyota Motor Corporation informou nesta sexta-feira (8) que encerrou o ano fiscal de 2026 com queda nos lucros, pressionada por tarifas impostas pelos Estados Unidos, aumento de custos e efeitos cambiais, apesar do crescimento nas vendas globais de veículos e da expansão das receitas da companhia.
Segundo o balanço financeiro divulgado pela montadora japonesa, a receita operacional subiu de 48 trilhões de ienes (R$ 1,5 trilhão) para 50,6 trilhões de ienes (R$ 1,6 trilhão) no período encerrado em março de 2026. Já o lucro operacional caiu de 4,8 trilhões de ienes (R$ 148,7 bilhões) para 3,8 trilhões de ienes (R$ 116,7 bilhões), retração de aproximadamente 21,5% na comparação anual.
O lucro líquido atribuível à Toyota recuou de 4,8 trilhões de ienes (R$ 147,7 bilhões) para 3,8 trilhões de ienes (R$ 119,3 bilhões), enquanto a margem líquida caiu de 9,9% para 7,6%.
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A companhia afirmou que conseguiu compensar parcialmente o impacto das mudanças no ambiente global por meio do aumento das vendas, revisão de preços e crescimento das receitas ligadas à cadeia de valor. Ainda assim, a Toyota destacou que o efeito das tarifas americanas teve impacto negativo estimado em 1,38 trilhão de ienes (R$ 42,8 bilhões) sobre o resultado anual.
No detalhamento do lucro operacional, a montadora informou ainda impactos relacionados ao fortalecimento de fornecedores, aumento no preço de materiais, custos trabalhistas, despesas com pesquisa e desenvolvimento e depreciação.
Para o ano fiscal de 2027, a empresa prevê novo recuo nos resultados. A projeção da Toyota indica receita de 51 trilhões de ienes (R$ 1,6 trilhão), mas queda do lucro operacional para 3 trilhões de ienes (R$ 93 bilhões) e redução da margem operacional de 7,4% para 5,9%.
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A empresa afirmou que a previsão considera impactos adicionais do cenário no Oriente Médio, estimados em 400 bilhões de ienes (R$ 12,4 bilhões), além de novos efeitos relacionados a tarifas comerciais.
As vendas globais de veículos da Toyota e da Lexus cresceram de 10,3 milhões para 10,5 milhões de unidades no ano fiscal de 2026, alta de 2% na comparação anual. O total de vendas no varejo chegou a 11,3 milhões de veículos.
O crescimento foi puxado principalmente pelos veículos eletrificados, cujas vendas avançaram de 4,7 milhões para 5 milhões de unidades. Os modelos totalmente elétricos tiveram alta de 68,4%, passando de 145 mil para 243 mil veículos vendidos.
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Na América do Norte, as vendas consolidadas recuaram de 1,8 milhão para 1,7 milhão de veículos, enquanto a Ásia registrou crescimento de 2,7 milhões para 2,9 milhões de unidades.
A Toyota informou ainda que elevará os dividendos aos acionistas pelo quinto ano consecutivo. O dividendo anual referente ao ano fiscal de 2026 será de 95 ienes (R$ 2,95) por ação, alta de 5 ienes em relação ao exercício anterior. Para 2027, a previsão é de novo aumento, para 100 ienes (R$ 3,1) por ação.
A companhia reiterou que pretende manter a política de “aumentos estáveis e contínuos” dos dividendos para investidores de longo prazo.
No balanço, a Toyota também afirmou que pretende acelerar sua transformação para um modelo de “empresa de mobilidade”, com foco em expansão de receitas ligadas a serviços, softwares, robótica e veículos definidos por software.
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Entre as iniciativas citadas pela montadora estão ampliação da capacidade de produção de híbridos, reorganização de fábricas, expansão de receitas da cadeia de valor, serviços conectados e desenvolvimento de robôs para logística e transporte de equipamentos médicos.
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