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DHL diz ter estrutura para evitar interrupções logísticas apesar da guerra no Oriente Médio
Publicado 08/03/2026 • 01:30 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 08/03/2026 • 01:30 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
O CEO da DHL, Tobias Meyer, afirmou que a empresa possui estrutura logística global suficiente para evitar interrupções relevantes nas cadeias de suprimentos, mesmo com a escalada do conflito no Oriente Médio e o aumento das tensões geopolíticas.
Em entrevista neste sábado (7) ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, o executivo destacou que, apesar de um cenário econômico mais desafiador, a companhia mantém projeção de crescimento no lucro operacional, estimado em mais de 6,2 bilhões de euros (R$ 37,69 bilhões) em 2026, acima dos 6,1 bilhões (R$ 37,08 bilhões) registrados no ano anterior.
“2025 foi um ano interessante, com ventos contrários macroeconômicos, crescimento fraco na Europa e mudanças na política comercial dos Estados Unidos, mas tomamos medidas de custos e de capacidade que nos permitem continuar confiantes para 2026”, disse.
Questionado sobre os impactos diretos da guerra no Oriente Médio, Meyer afirmou que a DHL possui presença histórica e ampla na região, o que permite lidar com períodos de instabilidade. Segundo ele, a empresa mantém operações alinhadas ao peso econômico regional e atua no Oriente Médio há décadas, experiência que ajuda a enfrentar crises.
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“Temos orgulho de estar presentes em praticamente todas as regiões do mundo e contamos com equipes muito experientes no terreno, que sabem manter nossos funcionários seguros e garantir que a carga continue se movendo”, afirmou o executivo.
Para lidar com o impacto imediato do conflito, a companhia precisou adaptar rotas e retirar aeronaves de áreas mais afetadas, principalmente devido ao fechamento de espaços aéreos em partes da região. Meyer explicou que a rede terrestre da DHL no Oriente Médio se tornou um recurso estratégico, permitindo redirecionar cargas para aeroportos ainda operacionais.
“Estamos movendo aeronaves e usando nossa rede rodoviária para levar cargas até aeroportos abertos, realocando capacidade sempre que necessário”, disse. Segundo ele, no transporte marítimo também há desafios, pois alguns navios não conseguem atracar nos portos previstos, o que pode gerar atrasos iniciais nas cadeias de suprimentos.
Além do conflito, o executivo destacou que mudanças nas tarifas comerciais, especialmente nos Estados Unidos, continuam influenciando a dinâmica do comércio global e a demanda por logística.
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Meyer afirmou que 2025 foi um ano de grande volatilidade tarifária, cenário que se estende para 2026, enquanto empresas avaliam como reorganizar suas cadeias de suprimentos. “Nossos clientes estão cautelosos e avaliando o que essas tarifas significam para suas operações, então não vemos um grande boom de demanda para os Estados Unidos neste momento”, afirmou.
O CEO também comentou os efeitos do fim da regra que estabelecia um valor mínimo para cobrança de impostos sobre mercadorias importadas nos Estados Unidos, medida que afetou principalmente o comércio eletrônico internacional. Segundo Meyer, parte das operações de e-commerce passou a ser atendida localmente dentro do próprio mercado americano.
Ao mesmo tempo, ele destacou o potencial da inteligência artificial para transformar a logística nos próximos anos. “Estamos muito animados com o potencial da IA, mas queremos garantir que a tecnologia gere impacto real, facilitando o trabalho das nossas equipes e melhorando o serviço para os clientes”, afirmou.
De acordo com ele, a empresa espera uma década de avanços impulsionados por inteligência artificial em áreas como alfândega, atendimento e manutenção de ativos logísticos.
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