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Unilever mantém projeções apesar da incerteza macroeconômica
Publicado 30/04/2026 • 15:20 | Atualizado há 2 semanas
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Publicado 30/04/2026 • 15:20 | Atualizado há 2 semanas
KEY POINTS
A gigante britânica de bens de consumo Unilever afirmou nesta quinta-feira (30) que segue confiante em atingir suas metas para o ano, apesar do cenário de incerteza macroeconômica.
A empresa, dona de marcas como Dove e Cif, informou que espera ficar “na faixa inferior” da projeção de crescimento orgânico entre 4% e 6% em 2026. “Apesar da maior incerteza macroeconômica… continuamos confiantes em cumprir nossas projeções para o próximo ano”, disse o CEO Fernando Fernandez.
A inflação elevada, impulsionada pelo aumento nos custos de energia ligados à guerra no Oriente Médio, tem afetado a confiança do consumidor e reduzido as perspectivas de consumo. “Começamos o ano bem, com crescimento puxado por volume… e desempenho positivo em todos os grupos de negócios”, acrescentou Fernandez.
Leia também: Análise: Movimento bilionário da Unilever indica mudança no setor de bens de consumo
A receita caiu 3% no primeiro trimestre, para 12,6 bilhões de euros (US$ 14,7 bilhões – R$ 73,6 bilhões), resultado atribuído a efeitos cambiais negativos.
O crescimento no período foi liderado pela divisão de mercados emergentes, com destaque para a Índia, onde a companhia tem ampliado sua estratégia de expansão de vendas.
Fernando Fernandez também tem reposicionado a empresa, com foco nas áreas de cuidados pessoais e beleza, após firmar um acordo bilionário para separar a maior parte do negócio de alimentos.
Leia também: A Unilever parou de contratar e a culpa é da guerra
Marcas da Unilever, como Hellmann’s e Knorr, serão combinadas com as linhas Schwartz e Ducros, da McCormick, formando uma nova empresa.
As partes esperam concluir a operação até meados de 2027, condicionada à aprovação de acionistas e órgãos reguladores.
No ano passado, a Unilever já havia separado sua divisão de sorvetes, que incluía marcas como Magnum e Ben & Jerry’s.
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