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Harvard revela investimento de US$ 2,2 bilhões na SpaceX de Elon Musk
Publicado 17/08/2026 • 23:30 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 17/08/2026 • 23:30 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Foto: divulgação
Harvard revela investimento de US$ 2,2 bilhões na SpaceX de Elon Musk
Harvard revelou uma participação de US$ 2,2 bilhões na SpaceX, empresa aeroespacial de Elon Musk. O investimento apareceu em um relatório regulatório divulgado na última sexta-feira (14) e mostra a dimensão da aposta do fundo patrimonial da universidade na companhia.
A informação consta no formulário 13F apresentado pela Harvard Management Co., responsável pela administração dos investimentos da instituição. O documento mostra ainda que Harvard tinha US$ 4,3 bilhões em ações americanas.
Segundo a Fortune, a participação ganhou destaque após a abertura de capital da SpaceX em junho. A operação elevou o valor dos papéis e beneficiou instituições acadêmicas que já tinham exposição à empresa por meio de fundos de capital de risco.
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A Space Exploration Technologies Corp., nome corporativo da SpaceX, aparece como a maior ação individual declarada no formulário apresentado por Harvard.
O relatório, porém, não permite afirmar que toda a posição de US$ 2,2 bilhões (cerca de R$ 11,45 bilhões) tenha sido adquirida diretamente pela universidade. Os ativos podem incluir tanto ações mantidas diretamente quanto participações distribuídas por fundos privados.
Esse modelo faz parte da estratégia de grandes fundos patrimoniais, que destinam recursos a diferentes classes de ativos. No caso da SpaceX, algumas apostas começaram há mais de uma década, antes de a companhia chegar ao mercado acionário.
Harvard administrava cerca de US$ 57 bilhões (R$ 296 bilhõe) em junho de 2025, último dado público disponível. Patrick McKiernan, porta-voz da Harvard Management, não comentou investimentos individuais.
Harvard não foi a única instituição de ensino superior dos Estados Unidos a ganhar com a valorização da SpaceX. O braço de investimentos da Universidade da Califórnia divulgou nesta semana uma posição de aproximadamente US$ 1 bilhão (R$ 5 bilhões) na empresa.
Além disso, a Universidade da Carolina do Norte e a Washington University in St. Louis também aparecem entre as instituições que lucraram com a valorização da companhia.
O movimento ganhou força com a oferta pública inicial da SpaceX, realizada em junho. Com isso, investimentos feitos anos atrás por meio de empresas de capital de risco passaram a apresentar retornos maiores.
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Siga o Times | CNBCA SpaceX atualmente possui uma avaliação de mercado superior a US$ 1,8 trilhão (R$ 9,37 trilhões). Ainda assim, as ações oscilaram desde a estreia na bolsa. Os papéis começaram a ser negociados a US$ 135 (R$ 700). Na sexta-feira (14), recuaram 0,9% e fecharam a US$ 140 (R$ 728).
Para Harvard e outras instituições que já mantinham exposição à empresa, a valorização aumentou o peso da SpaceX nos resultados dos fundos patrimoniais.
O ganho ocorre em um momento de maior pressão sobre as finanças das universidades americanas. Entre os desafios estão ameaças ao financiamento federal para pesquisas, mudanças demográficas que reduzem a população em idade universitária e retornos mais moderados de investimentos em empresas privadas.
Mesmo assim, fundos patrimoniais com mais de US$ 500 milhões (R$ 2,60 bilhões) tiveram retorno mediano de 18,9%, antes das taxas, no ano encerrado em junho, segundo o Wilshire Trust Universe Comparison Service.
A participação na SpaceX mostra, portanto, como investimentos realizados anos antes podem gerar ganhos expressivos após uma abertura de capital.
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O formulário 13F é exigido nos Estados Unidos para gestores que administram mais de US$ 100 milhões (R$ 520 milhões) em ações americanas. Eles precisam apresentar o documento em até 45 dias após o fim de cada trimestre.
O relatório detalha participações em ações negociadas nas bolsas americanas. Dessa forma, permite acompanhar parte dos investimentos de grandes gestores.
No caso de Harvard, o documento tornou pública a posição de US$ 2,2 bilhões (R$ 11,45 bilhões) na SpaceX, que aparece como a maior ação individual entre os papéis americanos declarados pela universidade.
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