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Vale descarta recompra de minas de ferro dos irmãos Batista; venda à J&F foi estimada em US$ 1,2 bi
Publicado 14/07/2026 • 16:31 | Atualizado há 4 meses
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Publicado 14/07/2026 • 16:31 | Atualizado há 4 meses
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Reprodução
A Vale informou nesta terça-feira (14) que avaliou e descartou um novo investimento no Sistema Centro-Oeste, complexo de mineração localizado na região de Corumbá, em Mato Grosso do Sul, e vendido ao grupo J&F, dos irmãos Joesley e Wesley Batista, em 2022.
Em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a Vale confirmou que estudou a oportunidade, mas não detalhou as razões que levaram ao abandono do negócio.
A mineradora afirmou que avalia regularmente oportunidades de investimento no curso de suas atividades.
“Decisões de alocação de capital seguem processo de avaliação com aspectos técnicos, econômicos e financeiros e são tomadas de acordo com suas políticas e regras de governança”, declarou.
A Vale não comentou as circunstâncias do encontro nem a visita. A companhia se limitou a confirmar que o investimento foi analisado e posteriormente descartado.
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A Vale anunciou a venda do Sistema Centro-Oeste à J&F Mineração em abril de 2022. O negócio teve valor empresarial, ou enterprise value, estimado em US$ 1,2 bilhão.
Na conclusão da operação, a Vale receberia cerca de US$ 150 milhões. O restante do valor envolvia a transferência ao comprador de obrigações relacionadas a contratos logísticos do tipo take-or-pay e de outros passivos associados aos ativos.
Esses contratos obrigam uma empresa a pagar por determinada capacidade de transporte mesmo quando não utiliza todo o volume contratado.
A transação incluiu a Mineração Corumbaense Reunida, a Mineração Mato Grosso, a International Iron Company e a Transbarge Navegación. O conjunto reunia minas de ferro e manganês, além de estruturas de transporte e logística.
Em 2021, último ano completo antes da venda, o Sistema Centro-Oeste produziu 2,7 milhões de toneladas de minério de ferro e 200 mil toneladas de minério de manganês. Os ativos contribuíram com US$ 110 milhões para o Ebitda ajustado da Vale no período.
Na época, a Vale afirmou que a saída do negócio fazia parte de sua estratégia de simplificar o portfólio, concentrar recursos em seus principais ativos e manter disciplina na alocação de capital.
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Siga o Times | CNBCAtualmente, os ativos são operados pela LHG Mining, empresa ligada ao grupo J&F. O complexo inclui as minas de Santa Cruz e Urucum, localizadas em Corumbá e Ladário, respectivamente.
A mina de Santa Cruz produz minério de ferro a céu aberto e está em funcionamento desde 1974. Já Urucum reúne operações de minério de ferro e uma mina subterrânea de manganês.
O sistema também possui logística integrada para o escoamento da produção, com porto próprio no Rio Paraguai, transporte por barcaças e acesso ao terminal marítimo de Nueva Palmira, no Uruguai. A estrutura permite o envio do minério para clientes no Brasil e no exterior.
Em nota, a J&F afirmou que a LHG Mining não está à venda e que contratou o Citi para conduzir um processo voltado a uma eventual participação minoritária na empresa. O grupo disse descartar a Vale como sócia por considerar que a entrada de uma concorrente nacional criaria conflito de interesses. A J&F também confirmou que recebeu uma comitiva da Vale para conhecer as instalações da mineradora, mas afirmou que a visita não envolveu sigilo e ocorreu nos mesmos moldes de outras recebidas pela companhia.
“Em relação às notícias publicadas hoje pela imprensa brasileira, a J&F S.A. esclarece que a LHG Mining não está à venda.
Como já noticiado pela imprensa internacional, o crescimento registrado nos últimos anos e o projeto de expansão da companhia atraíram a atenção do mercado global de mineração, o que levou a J&F a contratar o Citi para conduzir um processo competitivo organizado, voltado a uma eventual participação minoritária na empresa.
Esse processo está em andamento, com o recebimento de diversas propostas, e a J&F descarta ter a Vale como sócia. Trata-se de uma concorrente nacional, cuja presença representaria um grande conflito de interesses na gestão da companhia.
A J&F esclarece ainda que recebeu, a pedido da Vale, uma comitiva interessada em conhecer as instalações da LHG Mining e as melhorias implementadas pela atual gestão. O pedido não veio acompanhado de qualquer indicação de sigilo e foi atendido com a mesma cortesia dispensada pela J&F a dezenas de outras visitas do setor.
Desde que adquiriu o ativo, em 2022, a J&F ampliou a produção de cerca de 2 milhões para 12 milhões de toneladas anuais de minério, resolveu os gargalos logísticos históricos da operação e obteve licenciamento para produzir até 28 milhões de toneladas por ano — volume que tornará a LHG a maior produtora mundial de minério de ferro Lump High Grade.
Esse processo está em andamento, com o recebimento de diversas propostas, e a J&F descarta ter a Vale como sócia. Trata-se de uma concorrente nacional, cuja presença representaria um grande conflito de interesses na gestão da companhia.
A J&F esclarece ainda que recebeu, a pedido da Vale, uma comitiva interessada em conhecer as instalações da LHG Mining e as melhorias implementadas pela atual gestão. O pedido não veio acompanhado de qualquer indicação de sigilo e foi atendido com a mesma cortesia dispensada pela J&F a dezenas de outras visitas do setor.
Desde que adquiriu o ativo, em 2022, a J&F ampliou a produção de cerca de 2 milhões para 12 milhões de toneladas anuais de minério, resolveu os gargalos logísticos históricos da operação e obteve licenciamento para produzir até 28 milhões de toneladas por ano — volume que tornará a LHG a maior produtora mundial de minério de ferro Lump High Grade.”
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