Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Vult, do Boticário, usa saída de produtos para estimular vendas antes de renovar portfólio
Publicado 04/09/2026 • 06:24 | Atualizado há 31 minutos
Ascensão da IA na Coreia do Sul está remodelando relacionamentos, reality shows e preferências acadêmicas
S&P 500 registra ganhos consecutivos com queda nos rendimentos dos Treasuries
OpenAI começa a implementar o GPT-6 Astra, seu modelo de IA mais recente e poderoso
Microsoft vai impor limites de tempo para assinantes do Xbox Cloud Gaming, à medida que os custos continuam a subir
Crise em Ormuz faz ações de empresas de transporte marítimo dispararem, mas rali pode estar ameaçado
Publicado 04/09/2026 • 06:24 | Atualizado há 31 minutos
KEY POINTS
Divulgação
A Vult, marca do Grupo Boticário, começou a retirar parte de seu portfólio de maquiagem e decidiu transformar a saída desses produtos em uma estratégia para movimentar as vendas antes da chegada de novos itens.
Em vez de simplesmente descontinuar produtos e substituí-los nas prateleiras, a empresa passou a comunicar aos consumidores que alguns de seus itens mais conhecidos terão unidades limitadas nos pontos de venda. O movimento busca criar urgência de compra entre clientes habituados a esses produtos e, ao mesmo tempo, preparar espaço para a renovação do portfólio nos próximos meses.
A estratégia ganha dimensão pela capilaridade da Vult no varejo farmacêutico. A empresa está presente em mais de 23 mil farmácias no Brasil e lidera o segmento de maquiagem nesse canal. Na categoria de produtos para os olhos, a participação da marca chega a 26%, segundo dados divulgados anteriormente pelo Times Brasil | Licenciado Exclusivo CNBC.
A companhia ainda não informou quantos produtos deixarão de ser comercializados, quais itens serão efetivamente descontinuados nem quantos lançamentos estão previstos para substituí-los.
Leia também: Além da Black Friday: Grupo Boticário aposta em data própria para acelerar a Beleza na Web
A retirada de um produto de linha costuma representar o fim de um ciclo para uma marca. A Vult decidiu explorar justamente o intervalo entre a saída dos itens atuais e a chegada dos próximos.
Ao avisar antecipadamente que determinados produtos terão unidades limitadas, a empresa tenta converter a fidelidade construída ao longo do tempo em novas compras antes que eles desapareçam dos pontos de venda.
Na prática, a estratégia pode atuar em duas frentes: acelerar a saída dos estoques atuais e abrir espaço físico e comercial para a próxima geração de produtos da marca.
“É um movimento que celebra nossos clássicos e, ao mesmo tempo, prepara o terreno para o futuro da marca”, afirma Giovana Orlandeli, diretora de Branding e Comunicação da Vult e de marcas B2B.
A empresa também pretende explorar, nas redes sociais, a relação dos consumidores com itens que deixam de ser produzidos. Um dos exemplos citados pela própria Vult é o batom Avelã, anteriormente retirado de linha, cuja descontinuação levou consumidoras a procurar alternativas com características semelhantes.
Mais do que promover um item específico, a estratégia busca transformar essa reação à descontinuação em estímulo para antecipar a compra dos produtos que também deixarão o portfólio.
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCA movimentação acontece em um dos maiores mercados de beleza do mundo.
O setor brasileiro de beleza e cuidados pessoais faturou cerca de R$ 200 bilhões em 2025, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC). O Brasil aparece como o terceiro maior mercado consumidor mundial do segmento, atrás apenas de Estados Unidos e China.
Nesse ambiente, a renovação constante do portfólio tornou-se parte da disputa das marcas por espaço nas prateleiras e pela recorrência de compra.
Para a Vult, o próximo teste será retirar produtos que já conquistaram consumidores, aproveitar comercialmente essa saída e fazer com que os lançamentos seguintes ocupem espaço semelhante na rotina de consumo.
A força da estratégia passa pelo canal em que a Vult construiu parte relevante de sua operação.
A marca ajudou a ampliar a oferta de maquiagem em farmácias, aproximando a categoria de um tipo de varejo caracterizado pela alta frequência de consumidores.
A Vult foi adquirida pelo Grupo Boticário em 2018, em uma operação que, segundo a própria companhia, tinha entre os objetivos ampliar seu alcance nacional. A aquisição também fortaleceu a presença do grupo fora de seus canais tradicionais, como lojas próprias e franquias.
A operação B2B tornou-se uma das frentes utilizadas pelo Grupo Boticário para distribuir suas marcas em farmácias, perfumarias, lojas de departamento e outros varejistas, ampliando os pontos de contato com o consumidor.
Nesse contexto, renovar o portfólio da Vult envolve mais do que decidir quais produtos continuam sendo fabricados. A mudança também passa pela gestão dos estoques, pelo espaço ocupado nas prateleiras de milhares de estabelecimentos e pela capacidade de substituir itens já conhecidos sem perder recorrência de compra.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
Bilibili chega ao Brasil: veja os requisitos para monetizar
2
Mansur, ex-proprietário da Reag, oferece à PGR informações sobre R$ 20 bilhões atribuídos a Daniel Vorcaro
3
Uber demite 3.300 funcionários, acaba com home-office e elimina 20% dos gestores; ação avança 2% no pré-market
4
iPhone 18 Pro: veja tudo o que já foi revelado sobre o novo aparelho
5
Com dívidas, Chilli Beans nega recuperação judicial e anuncia novo vice-presidente