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QUANTUM: Era dos especialistas dá lugar aos nexialistas, diz Walter Longo
Publicado 28/08/2026 • 16:17 | Atualizado há 2 dias
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O profissional do futuro precisará conectar conhecimentos de diferentes áreas, questionar certezas e enxergar consequências que os especialistas nem sempre conseguem antecipar, afirmou Walter Longo no programa QUANTUM, do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC. Para ele, essa habilidade, chamada nexialismo, ganha importância à medida que empresas e carreiras se tornam mais complexas.
“O futuro vai exigir menos certezas isoladas e mais inteligências integradas”, disse Longo, ao apresentar a frase quântica do episódio, em conversa com Viviane Brafmann. Na avaliação do especialista, o nexialista não precisa dominar todas as respostas: deve reconhecer os limites do próprio conhecimento e saber onde buscar informações para tomar decisões.
Longo resumiu o perfil como a combinação de “curiosidade com bom senso, humildade com isenção”. Ele explicou que o profissional alterna uma visão ampla do cenário com a investigação detalhada de um problema específico, sem se prender à perspectiva de uma única disciplina.
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Para explicar o conceito, Longo recorreu à cobrança por bagagens despachadas pelas companhias aéreas. A medida, que parecia aumentar a receita, levou mais passageiros a transportar malas na cabine e criou dificuldades de embarque. Segundo ele, faltou avaliar o “segundo anel de consequências” da decisão.
“Se nós cobrarmos por mala, será que as pessoas não irão levar as suas malas para dentro do avião?”, questionou. A capacidade de formular essa pergunta antes da mudança, afirmou, distingue o pensamento nexialista: não basta prever o resultado imediato, é preciso investigar o que acontecerá depois.
O mesmo raciocínio pode revelar oportunidades de inovação. Longo comparou os óculos, que se tornaram acessórios de moda, aos aparelhos auditivos, geralmente projetados para ficar escondidos. Para ele, conectar design, comportamento e tecnologia poderia inspirar novos produtos, inclusive soluções que integrassem óculos e recursos auditivos.
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Siga o Times | CNBCNa comparação apresentada no programa, o generalista conhece um pouco de vários assuntos, enquanto o especialista aprofunda um campo específico. Já o nexialista procura relacionar o todo e o detalhe, aprofundando-se quando surge um desafio ou uma oportunidade. “O que move o nexialista é a dúvida, é será, por quê? Por que não?”, afirmou.
Longo também defendeu o equilíbrio entre razão e intuição nas decisões. “A intuição é um raciocínio que a gente não entende”, disse, argumentando que percepções construídas a partir de diferentes sinais podem complementar a análise racional. Para ele, o erro é tratar o conhecimento especializado como suficiente em todas as situações.
No quadro “Desaprenda”, o especialista propôs abandonar a ideia de que dominar uma única área basta para assegurar relevância profissional. “É essencial ir fundo nas coisas, mas você precisa ter essa visão mais lateralizada, essa capacidade de ver o todo e não apenas a parte”, afirmou.
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A necessidade de líderes nexialistas cresce com a transformação das companhias em ecossistemas de negócios, avaliou Longo. Ele citou a Cacau Show como exemplo de empresa que ultrapassou a fabricação de chocolates e passou a atuar também em turismo, hotelaria e entretenimento. “Quanto mais as empresas estão se transformando em ecossistemas, promovendo colabs, gerando alianças estratégicas, mais a liderança nexialista é fundamental”, disse.
Longo ressaltou que o nexialismo não é uma profissão nem uma característica imutável. Médicos, engenheiros, advogados e administradores podem desenvolver a habilidade ao cultivar curiosidade, ampliar repertório e buscar informações antes de decidir. “Você deve ir fundo sempre que uma oportunidade ou um problema surge”, explicou.
O apresentador mencionou o livro “Cartógrafos do invisível: o nexialismo, habilidade do futuro”, que reúne testes para identificar o perfil de cada leitor. Segundo ele, o programa disponibilizaria a obra por meio de um QR code. A recomendação final foi transformar a curiosidade em prática cotidiana, evitando a superficialidade e buscando conexões entre experiências e conhecimentos distintos.
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