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Mercado global de tratamentos capilares mira US$ 3 bilhões até 2030 e gera boom de ações de farmacêuticas

Publicado 07/09/2026 • 15:30 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Ações da Veradermics dispararam quase 500% em 2026 com boom no setor capilar
  • Tratamento capilar tópico em fase final de testes pode faturar até US$ 3 bilhões
  • Uso de canetas emagrecedoras como Ozempic tem gerado nova demanda por tratamentos capilares
capilares

Mercado de tratamentos capilares projeta vendas de até US$ 3 bilhões até 2030, com ações de farmacêuticas em forte alta neste ano.

A calvície, tratada por décadas como questão puramente estética, virou alvo de forte interesse do mercado de saúde e bem-estar. A queda de cabelo em padrão hereditário afeta cerca de 50 milhões de homens e 30 milhões de mulheres somente nos Estados Unidos, e não há um único medicamento novo para quedas capilares aprovado pela FDA, agência regulatória americana, desde o fim dos anos 1990.

Esse intervalo sem novidades no setor, combinado a uma demanda em expansão, fez as ações da farmacêutica Veradermics dispararem quase 500% em 2026, enquanto os papéis da Absci mais que dobraram no mesmo período.

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Mercado capilar mira US$ 3 bilhões em vendas

O apetite de investidores por esse nicho já é comparado ao movimento visto nos medicamentos para emagrecimento, que elevaram o valor de mercado de farmacêuticas a patamares recordes nos últimos anos. Analistas projetam vendas globais de até US$ 3 bilhões apenas para um dos tipos de tratamentos capilares tópicos ainda em fase final de testes, hoje considerado um dos mais próximos de chegar ao mercado americano.

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Parte dessa demanda seria colateral. O uso disseminado de canetas emagrecedoras como Ozempic, Mounjaro e Wegovy tem causado queda de cabelo em parte dos pacientes, criando uma nova base de consumidores em busca de soluções, fenômeno que, segundo a consultoria Circana, faz famílias usuárias de medicamentos à base de GLP-1 gastarem cerca de 30% a mais em produtos de beleza do que o restante da população.

Crescimento no Brasil segue caminho diferente

No Brasil, o movimento segue lógica parecida, ainda que por caminhos diferentes dos Estados Unidos. Enquanto lá fora a corrida é por aprovação regulatória de novas drogas, no país o crescimento vem de marcas de suplementação e cuidado capilar que já colhem resultado sem depender de remédio novo, caso da healthtech Anagrow, fundada pelo biomédico e tricologista João Gabriel Fernandes.

A empresa, sem receber investimento externo, saltou de R$ 3 milhões para R$ 12,6 milhões de faturamento entre 2024 e 2025, alta de 320%. A projeção para 2026 foi revisada de R$ 18 milhões para R$ 22 milhões, com meta de chegar a R$ 50 milhões até 2028, segundo a companhia.

Fernandes afirmou que o problema das quedas capilares sempre existiu, mas o que mudou foi a disposição do consumidor de entender a causa antes de comprar a solução. Para ele, o movimento internacional em torno de novos tratamentos confirma uma tendência já observada pela marca no dia a dia, de um consumidor mais exigente em relação a promessas do setor.

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