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Filme de baixo orçamento em Cannes teve US$ 400 mil gastos com I.A; veja qual
Publicado 26/05/2026 • 05:00 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 26/05/2026 • 05:00 | Atualizado há 5 meses
KEY POINTS
Foto: reprodução/Youtube
Filme de baixo orçamento em Cannes teve US$ 400 mil gastos com IA; veja qual
O Festival de Cannes desta semana recebeu a estreia de “Hell Grind”, longa-metragem de 95 minutos criado inteiramente com inteligência artificial (I.A).
Produzido pela startup Higgsfield AI, de São Francisco, o filme custou US$ 500 mil e chamou atenção porque US$ 400 mil do orçamento foram destinados apenas à computação usada para gerar as cenas por I.A.
De acordo com o The Wall Street Journal, a produção foi apresentada como uma vitrine tecnológica em meio ao debate crescente sobre o impacto da inteligência artificial no cinema.
A empresa responsável pelo projeto afirmou que o filme foi desenvolvido em cerca de duas semanas. A proposta era mostrar ao mercado de Hollywood como ferramentas de inteligência artificial já conseguem criar longas completos com personagens, cenários e efeitos gerados digitalmente.
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A trama acompanha quatro ladrões que atravessam um submundo distópico. O protagonista Roco tenta salvar Lulu, sua parceira e interesse amoroso, em uma jornada ambientada em um cenário sombrio e futurista.
Segundo os criadores, a velocidade da produção só foi possível porque a equipe utilizou sistemas de geração de vídeo alimentados por I.A. Ainda assim, o processo exigiu milhares de testes até chegar às cenas definitivas.
Dos US$ 500 mil investidos no projeto, cerca de 80% foram usados para pagar infraestrutura computacional. Cada comando enviado aos modelos de inteligência artificial gerava aproximadamente 15 segundos de vídeo.
Para conseguir resultados mais consistentes, os profissionais precisavam repetir os comandos inúmeras vezes. Apenas os primeiros 25 minutos do filme exigiram mais de 16 mil gerações iniciais até que fossem escolhidas pouco mais de 250 tomadas consideradas adequadas.
A equipe explicou que um dos principais desafios foi manter a aparência dos personagens e dos cenários ao longo de toda a narrativa. Pequenas mudanças nos resultados da I.A obrigavam os criadores a descartar várias versões das cenas.
Os responsáveis pelo longa revelaram que os comandos enviados às ferramentas de I.A eram extremamente detalhados. Em média, cada prompt tinha cerca de 3 mil palavras.
As instruções incluíam descrições sobre iluminação, movimentos de câmera, estilo visual, física das cenas e comportamento dos personagens.
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Siga o Times | CNBCO objetivo era reduzir falhas comuns em vídeos gerados por inteligência artificial, como brilho artificial excessivo, movimentos irreais e mudanças bruscas entre as tomadas.
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A própria Higgsfield desenvolveu um sistema capaz de transformar páginas de roteiro em prompts extensos para facilitar a produção audiovisual com I.A.
A presença de “Hell Grind” em Cannes acontece em um momento de mudança no discurso da indústria cinematográfica sobre inteligência artificial.
Nos últimos anos, o tema dominou debates sobre possíveis impactos em áreas como atuação, roteiro, direção e edição. Agora, parte dos profissionais do setor começa a defender o uso da tecnologia como ferramenta de apoio criativo.
Durante o festival, a atriz Demi Moore afirmou que a inteligência artificial já faz parte da realidade do cinema e que os artistas precisam aprender a trabalhar com ela.
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Os criadores de “Hell Grind” também argumentam que a tecnologia não elimina o olhar humano. Segundo eles, ainda é necessário conhecimento técnico de linguagem cinematográfica para definir enquadramentos, ritmo visual e composição das cenas.
A Higgsfield AI afirmou que o longa funciona como uma demonstração do potencial comercial de suas ferramentas.
A empresa não cria os modelos de vídeo diretamente, mas utiliza sistemas já existentes no mercado e oferece recursos para melhorar a consistência visual das produções.
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A startup ganhou destaque recente no Festival de Cannes após atingir avaliação de US$ 1,3 bilhão em uma rodada de investimentos. A intenção agora é ampliar o interesse de grandes estúdios em projetos audiovisuais produzidos com inteligência artificial.
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