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Meta x Hollywood: novo recurso de I.A coloca privacidade de artistas em discussão; veja
Publicado 10/07/2026 • 22:15 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 10/07/2026 • 22:15 | Atualizado há 2 horas
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Foto: unsplash
Meta x Hollywood: novo recurso de I.A coloca privacidade de artistas em discussão; veja
O lançamento do Muse Image, novo recurso de inteligência artificial da Meta, abriu uma nova frente de discussão em Hollywood sobre direitos de imagem e privacidade.
A ferramenta levou o Screen Actors Guildl (SAG-AFTRA), sindicato que representa atores e profissionais da indústria audiovisual, a recomendar a desativação do recurso. A orientação vale para seus membros e demais usuários do Instagram que desejam proteger suas imagens.
Na quinta-feira (9), o sindicato orientou seus membros a desativarem o recurso. Segundo a entidade, a nova ferramenta utiliza fotos públicas do Instagram para gerar imagens com inteligência artificial.
Por isso, segundo a Deadline, a entidade orientou os usuários a acessarem as configurações da plataforma para optar pela exclusão da ferramenta.
A manifestação reforça a preocupação do sindicato com o uso de imagens por sistemas de inteligência artificial. Além disso, destaca a necessidade de ampliar o controle dos usuários sobre esse tipo de conteúdo.
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Além do SAG-AFTRA, a Creative Artists Agency (CAA) também se posicionou sobre o lançamento do Muse Image. A agência pediu que a Meta implemente mecanismos adicionais de proteção para artistas e criadores. O pedido ocorre mesmo após a CAA lançar o AI Vault, programa criado para armazenar permanentemente as imagens de seus clientes.
Segundo a CAA, o uso de nome, imagem, voz ou obras criativas por terceiros, incluindo modelos de inteligência artificial, deve ocorrer apenas mediante consentimento claro e documentado.
A agência também defende que artistas possam estabelecer restrições de uso e acompanhar a circulação de seus conteúdos. Além disso, a CAA quer impedir explorações não autorizadas e permitir a remoção de materiais criados por terceiros sem consentimento.
Um usuário do Muse Image precisa apenas marcar um perfil público ou não protegido do Instagram para utilizá-lo como base na criação de imagens geradas por inteligência artificial, conhecidas pela Meta como “remixes”.
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Siga o Times | CNBCDepois que o Muse Image cria essas imagens, a ferramenta as disponibiliza online de forma permanente, o que aumentou as preocupações de representantes da indústria do entretenimento sobre o controle do uso da imagem de artistas e criadores.
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Em resposta às críticas, a Meta informou que desenvolveu o Muse Image com controles e medidas de segurança desde o lançamento. A empresa destacou que contas privadas e perfis de menores de 18 anos ficam automaticamente excluídos da ferramenta.
Além disso, a companhia afirmou que usuários adultos com contas públicas podem optar por não participar do recurso diretamente nas configurações do Instagram. A Meta também declarou que tomará medidas contra conteúdos que violem seus Padrões da Comunidade.
O debate sobre inteligência artificial continua mobilizando a indústria do entretenimento. Paralelamente às discussões sobre o Muse Image, o SAG-AFTRA declarou apoio à política de inteligência artificial apresentada pelo governo de Donald Trump.
Entre as propostas defendidas estão leis com medidas de controle parental e proteção aos direitos de propriedade intelectual. A política também prevê a preservação das garantias da Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos, além da ampliação da formação de profissionais em inteligência artificial.
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O plano inclui ainda a autorização para que data centers gerem sua própria energia e a remoção de barreiras legais consideradas limitantes para a inovação.
Além disso, no mês passado, Trump também assinou uma ordem executiva que estabeleceu um modelo voluntário para empresas de inteligência artificial, incluindo companhias como a Meta, disponibilizarem novos modelos ao governo dos Estados Unidos durante um período de revisão de 30 dias antes do lançamento público.
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