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Maior colecionador de camisas do mundo revela relíquias que já vestiram Pelé, Lewis Hamilton e Bad Bunny

Publicado 26/06/2026 • 23:54 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Reconhecido pelo Guinness World Records, Cássio Brandão reúne mais de 7 mil camisas de futebol em seu acervo.
  • Colecionador transformou a paixão pelo esporte em negócio por meio do Alambrado Futebol e Cultura, dedicado à preservação da memória do futebol.
  • Peças históricas do acervo já foram emprestadas para personalidades como Lewis Hamilton e Bad Bunny e integram exposições em São Paulo.

O mercado de itens colecionáveis ligados ao esporte cresce em todo o mundo, impulsionado pelo interesse de torcedores, investidores e museus. Um dos principais nomes desse segmento no Brasil é Cássio Brandão, reconhecido pelo Guinness World Records como o maior colecionador de camisas de futebol do mundo, com um acervo de mais de 7 mil peças.

Em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, Brandão afirmou que o principal valor da coleção vai além do aspecto financeiro.

“Poucas coisas têm um poder tão forte de contar a história quanto uma camisa de futebol. A camisa transporta as pessoas para momentos que marcaram suas vidas”, disse.

Além da coleção, o executivo fundou o Alambrado Futebol e Cultura, iniciativa voltada à preservação da memória esportiva por meio de exposições, publicações e projetos culturais.

Entre as principais relíquias do acervo está uma camisa azul da Seleção Brasileira utilizada por Djalma Santos entre 1959 e 1961. Segundo Brandão, a peça está diretamente ligada à história da conquista da Copa do Mundo de 1958.

“O Brasil chegou à final contra a Suécia e precisou jogar de azul. Para não abalar a confiança dos jogadores, disseram que aquela era a cor do manto de Nossa Senhora Aparecida”, explicou.

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O colecionador também possui uma chuteira utilizada por Pelé na década de 1970, além de camisas históricas das Copas de 1982 e 1994.

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Questionado sobre o valor dessas peças, Brandão explicou que o mercado de memorabilia esportiva vem registrando cifras cada vez mais elevadas.

“A camisa da ‘Mão de Deus’, do Maradona, foi leiloada por cerca de 4 milhões de libras. As sete camisas usadas por Messi na Copa do Mundo foram vendidas por aproximadamente US$ 7,8 milhões. Esses valores ajudam a mostrar o tamanho desse mercado”, afirmou.

Nos últimos anos, parte do acervo ganhou projeção internacional. Brandão emprestou peças para ações envolvendo o heptacampeão de Fórmula 1 Lewis Hamilton e o cantor Bad Bunny.

Segundo ele, apesar da preocupação em preservar os itens, a exposição das peças amplia o alcance da história do futebol.

“Toda vez que conseguimos construir uma história como essa, reforçamos a preservação da memória do esporte e de personagens que marcaram gerações”, disse.

Atualmente, parte da coleção integra a exposição Mantos Campeões, em São Paulo, que reúne camisas históricas da Seleção Brasileira e de grandes clubes, além de outros projetos promovidos pelo Alambrado Futebol e Cultura voltados à preservação da história do futebol brasileiro.

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