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Tecnologia da FIFA monitora jogadores 50 vezes por segundo na Copa de 2026
Publicado 22/06/2026 • 23:15 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 22/06/2026 • 23:15 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
A Copa do Mundo de 2026 caminha para se tornar a mais tecnológica da história. Entre as principais inovações está o uso intensivo de inteligência artificial para monitoramento de atletas, análise de desempenho e apoio à arbitragem, segundo explicou o especialista em tecnologia Artur Igreja em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
De acordo com Igreja, a FIFA ampliou o uso de recursos digitais com a plataforma Football AI Pro. O sistema utiliza 16 câmeras por estádio, ante 12 na edição anterior, e acompanha diversos pontos do corpo de cada jogador 50 vezes por segundo. Além disso, os atletas utilizam coletes equipados com sensores capazes de gerar dados em tempo real.
“Os dados aliados à inteligência artificial estão trazendo não só insights, mas também uma camada estratégica”, afirmou. Segundo ele, os sensores conseguem identificar sinais físicos que podem indicar risco de lesão antes mesmo de o problema se manifestar.
O especialista destacou que a tecnologia também transformou a análise tática. Informações sobre velocidade, ocupação de espaços, mapas de calor e movimentação dos atletas permitem que comissões técnicas utilizem a inteligência artificial como ferramenta de apoio na tomada de decisões.
Na avaliação de Igreja, o impacto também alcança o mercado de jogadores. Ele afirmou que a análise baseada em dados reduz a subjetividade das avaliações e oferece métricas mais precisas para medir a influência de cada atleta em campo. “Os dados estão referendando isso”, disse.
Segundo ele, as seleções que melhor conseguirem interpretar esse volume de informações poderão ganhar vantagem competitiva. Igreja comparou o momento atual ao que ocorreu com a seleção brasileira de vôlei nos anos em que se destacou pelo uso pioneiro de estatísticas e análise de desempenho.
A tecnologia também avança na arbitragem. Recursos como o impedimento semiautomático e o chip na bola aumentam a precisão das decisões e reduzem a margem para erros humanos. Para o especialista, o futebol caminha para um ambiente cada vez mais transparente, embora parte dos torcedores ainda veja com nostalgia a influência do fator humano nas partidas.
Apesar das discussões sobre o impacto da tecnologia no esporte, Igreja acredita que o movimento é irreversível. Segundo ele, a tendência é que os sistemas utilizados na Copa se tornem gradualmente mais acessíveis e passem a fazer parte de campeonatos de diferentes níveis ao redor do mundo.
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