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Negócios em Jogo: NBA vive expansão histórica de audiência e negócios impulsionada por streaming e alcance global, diz Cacá Bueno
Publicado 13/05/2026 • 15:20 | Atualizado há 60 minutos
Publicado 13/05/2026 • 15:20 | Atualizado há 60 minutos
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A NBA atravessa uma das fases mais fortes de expansão global desde os anos 1990, impulsionada pelo avanço do streaming, pela distribuição multiplataforma e pelo crescimento do interesse internacional pelo basquete. Para o piloto, empresário e notável do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, Cacá Bueno, a liga conseguiu transformar audiência em crescimento acelerado de receitas, valorização das franquias e expansão internacional da marca.
Em participação nesta quarta-feira (13) no quadro Negócios em Jogo, Cacá destacou que os playoffs de 2026 registraram a maior audiência da pós-temporada desde 1993. “Nos Estados Unidos, a audiência cresce 20% ao ano e alguns jogos ultrapassaram 10 milhões de espectadores”, afirmou. Segundo ele, o fenômeno recolocou a NBA em um patamar de relevância global semelhante ao vivido na era de Michael Jordan.
O empresário ressaltou que o crescimento da liga também aparece no faturamento. “A NBA teve crescimento de 12% na receita e fechou um novo acordo de mídia de mais de US$ 76 bilhões (R$ 375,4 bilhões) para a próxima década”, destacou.
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Segundo Cacá Bueno, o novo contrato transformará diretamente a receita das franquias. “Cada equipe vai receber US$ 143 milhões (R$ 706,4 milhões) apenas em direitos de mídia, com previsão de chegar a US$ 281 milhões (R$ 1,4 bilhão) em 2035”, explicou.
O crescimento da audiência e das receitas impulsionou fortemente a valorização das equipes da NBA. Na avaliação de Cacá Bueno, o modelo de negócios da liga se consolidou como um dos mais lucrativos do esporte mundial.
“As franquias mais do que dobraram de valor entre 2022 e 2026”, afirmou. Segundo ele, equipes avaliadas em cerca de US$ 2,5 bilhões (R$ 12,4 bilhões) há quatro anos hoje já atingem média próxima de US$ 5 bilhões (R$ 24,7 bilhões).
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O empresário destacou ainda que o modelo fechado da NBA, sem rebaixamento, contribui para aumentar a previsibilidade financeira das equipes. “São 30 clubes disputando sem risco de queda, com distribuição de receitas muito forte e benefícios esportivos para os times de pior campanha”, observou.
Para Cacá Bueno, a principal transformação recente da NBA está ligada à mudança na forma de consumo do conteúdo esportivo. Segundo ele, a liga conseguiu ampliar o alcance ao atingir diferentes gerações simultaneamente por meio do streaming e das plataformas digitais.
“A NBA cresceu muito entre os jovens, mas agora atingiu o público multigeracional”, afirmou. Ele destacou que pessoas acima dos 40 anos, antes menos conectadas ao ambiente digital, passaram a consumir transmissões pela internet de maneira recorrente.
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Segundo o empresário, o consumo esportivo deixou de estar concentrado apenas na televisão tradicional. “Hoje as pessoas assistem aos jogos no celular, tablet, streaming e em várias plataformas ao mesmo tempo”, ressaltou.
Na avaliação de Cacá, o Brasil aparece como mercado estratégico justamente por reunir forte base de fãs e crescimento do consumo digital esportivo. “O Brasil tem muitos fãs de NBA e ainda há muito espaço para expansão comercial da liga no país”, destacou.
O piloto e empresário afirmou ainda que o crescimento recente da NBA não está ligado apenas à qualidade técnica dos atletas, mas principalmente à capacidade da liga de aproximar os jogadores do público por meio das redes sociais e da produção constante de conteúdo.
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“As estrelas sempre estiveram lá. O que mudou foi a capacidade de contar a história delas”, afirmou ao citar nomes como Kobe Bryant, LeBron James e Shaquille O’Neal.
Segundo ele, plataformas digitais ajudaram a humanizar os atletas e fortalecer a conexão emocional com os torcedores. “Hoje o fã não admira só o jogador dentro da quadra, mas também o estilo de vida e o dia a dia dele”, explicou.
Cacá Bueno avaliou que o crescimento da audiência acima da expansão das receitas indica espaço adicional para monetização nos próximos anos. “A audiência cresce mais rápido do que a receita, então ainda existe muito espaço para novos negócios”, concluiu.
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