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Streaming domina o mercado da música, mas artistas ainda enfrentam desafios, diz Bôscoli
Publicado 21/03/2025 • 16:45 | Atualizado há 1 ano
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Publicado 21/03/2025 • 16:45 | Atualizado há 1 ano
KEY POINTS
O mercado global da música bateu um novo recorde em 2024, atingindo US$ 29,6 bilhões em receitas. O crescimento foi impulsionado pelo streaming, mas, apesar dos números positivos, artistas ainda enfrentam dificuldades financeiras.
Segundo o produtor e empresário João Marcelo Bôscoli, a remuneração gerada pelas plataformas digitais é baixa, levando muitos músicos a priorizarem a renda de shows.
Quando o streaming surgiu, muitos artistas temiam que a remuneração fosse insuficiente. Hoje, o modelo se consolidou, mas os royalties pagos continuam abaixo do esperado. “Os donos de gravadoras e selos, que possuem um grande catálogo, se beneficiam mais. Já os artistas continuam recebendo valores muito baixos”, explica Bôscoli.
Apesar disso, ele destaca um ponto positivo: antes da internet, álbuns podiam sair de catálogo e se tornar impossíveis de encontrar. Hoje, qualquer artista pode manter sua discografia disponível nas plataformas.
O impacto do streaming na venda de álbuns físicos também é evidente. Os CDs seguem em queda, enquanto o vinil surpreende e continua crescendo — seja por nostalgia ou como item de decoração. No entanto, Bôscoli lembra que viver da venda de discos nunca foi uma realidade, nem mesmo para os grandes nomes da indústria.
“O show sempre foi a maior fonte de arrecadação. Nos anos de ouro da indústria fonográfica, artistas como Madonna e Roberto Carlos já faturavam mais com turnês do que com álbuns”, explica. Hoje, essa tendência se reforça, com músicos apostando em turnês como principal fonte de receita.
Bôscoli acredita que a indústria da música ainda enfrenta um longo caminho para equilibrar as contas e remunerar melhor os artistas. Mas, apesar das dificuldades, ele vê avanços.
“Antes, tudo era gratuito na internet. Hoje, as plataformas já pagam pelos direitos musicais. O valor ainda não é o ideal, mas abandonar as negociações não é uma opção”, conclui.
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