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Por Nathalia Gimenes
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Publicado 20/06/2026 • 22:15 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
Foto: Reprodução
A economia dos fandoms: o que BTS e Taylor Swift têm em comum
Milhares de fãs do BTS devem desembarcar na última sexta-feira (12) em Busan, na Coreia do Sul, para acompanhar mais uma apresentação da turnê mundial Arirang.
O evento movimenta hotéis, restaurantes, lojas e serviços turísticos, reforçando um fenômeno que vem chamando a atenção de economistas e especialistas em cultura, que é a capacidade de grandes artistas de gerar impactos que vão muito além da indústria do entretenimento.
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O BTS não é o primeiro fenômeno musical a provocar efeitos econômicos de grande escala. Nos últimos anos, a cantora Taylor Swift impulsionou o conceito conhecido como “Swiftnomics”, termo utilizado para descrever os bilhões de dólares movimentados por sua turnê mundial em diferentes países.
Na Coreia do Sul, analistas passaram a utilizar uma expressão semelhante para medir a influência do grupo de K-pop, de acordo com a CNBC.
A chamada “Bangtan-nomics” busca explicar como o engajamento dos fãs se transforma em consumo, turismo e geração de renda para diversos setores da economia.
O processo começa nas plataformas digitais, com gastos em músicas, álbuns e produtos oficiais. Com o passar do tempo, muitos admiradores ampliam esse consumo para outros segmentos ligados à cultura sul-coreana, como cosméticos, moda, gastronomia e viagens.
Entre os setores mais favorecidos está o turismo. A expectativa de receber milhares de fãs para os shows do BTS provocou aumento na procura por hospedagem em Busan, levando autoridades locais a adotar medidas para ampliar a oferta de acomodações e evitar distorções nos preços.
Estudos realizados com turistas estrangeiros que viajaram à Coreia do Sul para assistir a apresentações do grupo indicam um elevado potencial de retorno.
Muitos visitantes afirmam que pretendem voltar ao país nos próximos anos, transformando uma viagem motivada por um show em uma relação duradoura com o destino.
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Esse comportamento ajuda a explicar por que especialistas consideram os fandoms modernos uma importante ferramenta de promoção internacional. Ao atrair visitantes, eles ampliam a visibilidade do país e estimulam novos fluxos de consumo.
O sucesso do BTS também está inserido em um contexto mais amplo de valorização da cultura sul-coreana.
Séries, filmes, gastronomia, moda e produtos de beleza ganharam espaço no mercado internacional nos últimos anos, fortalecendo a imagem do país no exterior.
Nesse cenário, o grupo se tornou uma das principais vitrines da chamada onda cultural coreana. O alcance global da banda contribui para despertar interesse por diferentes aspectos da cultura nacional, ampliando oportunidades para empresas e para o setor turístico.
Especialistas em soft power observam que o impacto econômico não surge apenas da venda de ingressos ou produtos oficiais.
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A influência cultural ajuda a construir uma imagem positiva do país e pode gerar benefícios por muitos anos.
Apesar do otimismo, economistas alertam que projetar impactos econômicos de longo prazo exige cautela.
Mudanças geopolíticas, transformações no mercado do entretenimento e alterações no comportamento dos fãs podem afetar o ritmo de crescimento observado atualmente.
Além disso, a relação entre artistas e admiradores é marcada por fatores emocionais difíceis de prever. O sucesso de um fandom hoje não garante necessariamente o mesmo nível de engajamento daqui a uma década.
Ainda assim, há consenso de que fenômenos como BTS e Taylor Swift representam uma nova realidade econômica.
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Seus fãs não apenas consomem música, mas influenciam cadeias inteiras de negócios, impulsionando viagens, hospedagem, alimentação, comércio e serviços.
Em diferentes continentes, grandes turnês passaram a influenciar o desempenho de cidades e até de setores inteiros da economia.
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O caso do BTS e o fenômeno criado por Taylor Swift mostram que os fandoms deixaram de ser apenas comunidades de admiradores para se transformar em agentes econômicos relevantes.
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