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Negócios em Jogo: Cacá Bueno analisa por que os e-Sports rendem pouco no Brasil
Publicado 16/12/2025 • 13:27 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 16/12/2025 • 13:27 | Atualizado há 5 meses
KEY POINTS
O mercado global de e-Sports deixou de ser apenas uma vertente do entretenimento digital e se consolidou como uma indústria bilionária, impulsionada por marcas globais, investidores e uma base crescente de fãs. O Brasil se destaca como um dos maiores mercados em audiência, mas ainda tem participação limitada na geração de receita.
No quadro Negócios em Jogo, do Times Brasil- Licenciado Exclusivo CNBC, Cacá Bueno explicou que os e-Sports envolvem competições profissionais de jogos digitais, com atletas dedicados, patrocínios e estrutura semelhante à de esportes tradicionais. “Não são apenas jogadores, são atletas profissionais, com carreira, treinamento e patrocinadores”, afirmou.
Segundo ele, as competições já oferecem premiações expressivas. “Já tivemos campeonatos com prêmios de até US$ 40 milhões para campeões mundiais”, disse. Ainda assim, o Brasil não consegue converter sua forte audiência em ganhos financeiros relevantes.
Dados apresentados durante o programa indicam que o mercado global de e-Sports movimenta cerca de US$ 1,8 bilhão por ano. No Brasil, porém, a fatia relacionada a premiações não chega a US$ 15 milhões. “O Brasil engatinha em receita, apesar de ir muito bem em audiência e produção de conteúdo”, avaliou.
O contraste fica mais evidente quando se observa o mercado de games como um todo. De acordo com Bueno, o setor movimenta mais de US$ 2,8 bilhões no país, impulsionado principalmente pelos jogos em dispositivos móveis. “Mais de 50% do tempo gasto jogando hoje é no celular”, explicou.
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Para ele, a mudança no perfil do público também tem impulsionado o crescimento do setor. A audiência envelheceu e passou a consumir não apenas os jogos, mas eventos presenciais e experiências associadas. “Antes era o pai levando o filho. Hoje, o pai vai junto para curtir”, disse, destacando o aumento do interesse de grandes patrocinadores.
O envolvimento de atletas consagrados tem reforçado a atratividade do setor. Nomes como Neymar, Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho, além de figuras internacionais como Michael Jordan, David Beckham e pilotos da Fórmula 1, passaram a investir em times ou produção de conteúdo. Segundo Bueno, eles veem os e-Sports como uma extensão natural do esporte tradicional e uma diversificação de negócios.
Olhando para o futuro, o comentarista aponta oportunidades na ampliação de direitos de mídia, patrocínios e uso de novas tecnologias. “Com inteligência artificial, já temos tradução simultânea com sincronização labial, o que permite que o conteúdo brasileiro vire global”, afirmou.
Outro vetor de crescimento citado são as microapostas e o avanço da audiência, que deve alcançar cerca de 600 milhões de espectadores em 2024, patamar comparável ao da Fórmula 1. Para ele, o desafio do Brasil está em profissionalizar ainda mais o setor. “Temos atletas, times e audiência. Agora é estruturar o ecossistema para gerar receita”, concluiu.
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