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Clubes de México e EUA podem ampliar mercado da Libertadores, diz CMO da End to End
Publicado 04/09/2026 • 14:55 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 04/09/2026 • 14:55 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
A entrada de clubes do México e dos Estados Unidos na Copa Libertadores poderia ampliar o mercado da competição e abrir espaço para mais receitas com direitos de transmissão, patrocínios e produtos, além de aumentar a audiência, afirmou Bruno Brum, CMO da End to End, em entrevista ao Times CNBC Sports, do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
Na avaliação do executivo, a aproximação poderia beneficiar tanto os clubes mexicanos e norte-americanos quanto as equipes sul-americanas, ao conectar a competição a grandes mercados consumidores, a marcas e a novas audiências.
“O valor não está apenas no bolso dos clubes; está no tamanho do mercado que eles carregam”, afirmou.
Brum avalia que México e Estados Unidos acrescentariam à competição mercados consumidores relevantes, com capacidade de investimento, grandes marcas e audiência internacional.
Segundo ele, a expansão poderia aumentar a capacidade de comercialização de direitos de transmissão, patrocínios e produtos ligados à Libertadores.
“Você amplia a competição e, ao mesmo tempo, amplia o mercado endereçável”, disse.
Para o executivo, a relação teria potencial de beneficiar os dois lados. Os clubes mexicanos e norte-americanos teriam mais confrontos com equipes tradicionais da América do Sul, enquanto a Conmebol e os clubes sul-americanos ganhariam maior exposição nesses mercados.
Apesar do potencial comercial, Brum considera que uma eventual entrada de equipes do México e dos Estados Unidos precisaria ter o mesmo peso esportivo para todos os participantes.
“A participação deles dentro da Libertadores não pode ser uma participação de convidado”, afirmou.
Na avaliação do CMO, esse foi um dos problemas da experiência anterior dos mexicanos na competição. Enquanto a Libertadores tinha importância central para brasileiros e argentinos, os clubes do México também disputavam outra competição continental relevante para seus objetivos.
Para ele, uma nova integração precisaria partir de uma decisão estratégica não apenas comercial, mas também esportiva.
O maior desafio para uma integração, segundo Brum, é o aspecto logístico.
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Siga o Times | CNBCA distância entre os países, somada aos calendários já carregados dos clubes, poderia tornar o projeto inviável caso o formato fosse definido apenas depois de um acordo comercial.
“Não adianta você criar um produto comercialmente extremamente valioso, mas que é inviável operacionalmente”, afirmou.
Para ele, a solução passa por reduzir deslocamentos desnecessários, definir com antecedência quais clubes participariam e estabelecer em quais fases da competição entrariam.
“O calendário é fundamental nesse desenho”, disse.
Brum citou diferentes possibilidades apenas como exemplos de formatos a serem estudados para viabilizar a competição.
Entre elas estão a entrada de clubes em fases como as oitavas ou as quartas de final, ou até confrontos entre representantes da América do Sul e da América do Norte somente nas etapas decisivas.
O ponto central, segundo ele, é que o desenho esportivo e logístico seja definido antes da exploração comercial do produto.
Brum lembrou que mudanças de calendário e de formato estiveram entre os problemas enfrentados na participação anterior dos clubes mexicanos.
O executivo citou como exemplo a dificuldade de uma equipe disputar uma partida no Rio Grande do Sul durante a semana e, poucos dias depois, precisar jogar em Nova York.
Para Brum, esse tipo de deslocamento mostra por que a discussão não pode se limitar ao potencial financeiro.
“Se existe um valor econômico suficiente, certamente você consegue encontrar soluções logísticas”, afirmou.
Na avaliação dele, há potencial econômico na integração, mas a viabilidade dependerá de um formato que concilie calendário, deslocamentos e importância esportiva para todos os participantes.
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