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FIFA investe milhões para padronizar o comportamento da bola em três países
Publicado 14/06/2026 • 07:30 | Atualizado há 1 mês
Publicado 14/06/2026 • 07:30 | Atualizado há 1 mês
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Foto: Divulgação
FIFA investe milhões para padronizar o comportamento da bola em três países
A FIFA está colocando em prática um dos projetos mais ambiciosos já vistos na preparação de uma Copa do Mundo.
Para o torneio de 2026, que acontecerá nos Estados Unidos, Canadá e México, a entidade investe cerca de US$ 3,8 bilhões em infraestrutura e, dentro desse pacote, conduz um experimento inédito para padronizar os gramados e reduzir variações no comportamento da bola em todos os estádios, segundo o The Wall Street Journal.
Na prática, a preocupação da FIFA não é controlar o jogo em si, mas garantir que a superfície de jogo ofereça condições o mais semelhantes possível entre as 16 arenas da competição.
Isso significa minimizar diferenças no quique, na velocidade e no atrito da bola, que podem variar de acordo com o tipo de gramado, o clima e até a estrutura dos estádios.
Leia também: FIFA aposta US$ 3,8 bilhões em experimento inédito com gramados naturais na Copa do Mundo; confira
Para alcançar esse nível de uniformidade, a FIFA vem apostando em uma combinação de gramados naturais e sistemas híbridos de alta engenharia. A proposta é criar uma base de jogo consistente, mesmo em regiões com condições climáticas muito diferentes entre si.
Além disso, os estádios passam por adaptações importantes em seus sistemas de irrigação, drenagem e ventilação.
Em alguns casos, estruturas artificiais de iluminação são usadas para complementar a luz natural e manter o desenvolvimento adequado da grama, especialmente em arenas fechadas ou com menor incidência solar.
Essas soluções não têm caráter estético, mas funcional. O foco está em reduzir variações que possam interferir diretamente na dinâmica da partida, já que pequenas mudanças na superfície podem alterar o comportamento da bola e, consequentemente, o estilo de jogo.
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Siga o Times | CNBCO grande desafio do projeto está na diversidade geográfica dos países que vão sediar o torneio. Estados Unidos, Canadá e México apresentam diferenças significativas de clima, altitude e umidade, fatores que impactam diretamente a condição dos gramados.
Por isso, a FIFA estabeleceu parâmetros técnicos para tentar aproximar ao máximo a experiência de jogo em todos os estádios. A altura da grama, a composição do solo e o nível de umidade são alguns dos elementos que passam a ser controlados de forma mais rigorosa durante o processo de preparação.
O objetivo é simples: reduzir ao máximo a sensação de “campo diferente” de um estádio para outro, algo que pode influenciar diretamente o desempenho dos atletas.
Leia também: FIFA investe bilhões para garantir consistência técnica na Copa do Mundo 2026; confira novidades
Esse movimento reforça uma tendência crescente no futebol moderno: o uso da engenharia para garantir mais consistência nas condições de jogo. Em vez de eliminar completamente as diferenças naturais, a FIFA busca equilibrá-las dentro de um padrão técnico aceitável.
Assim, os gramados deixam de ser apenas uma superfície de jogo e passam a ser parte central do planejamento esportivo da Copa. O foco não está em mudar o futebol, mas em tornar o ambiente mais previsível dentro do possível.
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