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GP de São Paulo deve gerar bilhões para a economia e fortalecer o turismo na capital paulista
Publicado 30/10/2026 • 17:15 | Atualizado há 52 minutos
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Publicado 30/10/2026 • 17:15 | Atualizado há 52 minutos
KEY POINTS
Divulgação/Fórmula 1
A realização do Grande Prêmio de São Paulo de Fórmula 1 tem impacto que vai muito além das pistas. Em 2025, a competição movimentou R$ 2,3 bilhões na economia da capital paulista, consolidando sua importância para o turismo, o comércio e o setor de serviços. Com a próxima edição programada para os dias 6, 7 e 8 de novembro de 2026, os indicadores iniciais já mostram aumento na procura por viagens internacionais para o período da corrida.
Um estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV), desenvolvido a partir de informações da Secretaria Municipal de Turismo e do Observatório do Turismo da SPTuris, apontou crescimento real de 9,7% no impacto econômico do evento em relação a 2024. Do total movimentado, R$ 1,4 bilhão veio diretamente das atividades relacionadas ao Grande Prêmio, enquanto outros R$ 894,2 milhões foram gerados indiretamente por diferentes setores da cadeia produtiva.
A edição também proporcionou R$ 324,4 milhões em arrecadação tributária e mobilizou 23,7 mil trabalhadores, número 17,3% superior ao registrado no ano anterior. Outro dado relevante é o retorno financeiro: conforme o Índice de Alavancagem Econômica, cada real investido na realização da prova gerou R$ 7,14 para a economia local.
Em 2025, Interlagos recebeu 303.627 espectadores, representando um aumento de 4,1% na comparação com 2024. A presença de visitantes de outras localidades teve participação expressiva: três quartos do público vieram de fora da cidade de São Paulo. A distribuição mostra que 40% dos espectadores eram de outros estados brasileiros, 18% vieram do interior e da Região Metropolitana paulista e 17% eram estrangeiros.
O levantamento também identificou características importantes do perfil dos visitantes. Pessoas entre 18 e 29 anos corresponderam a 43,1% do público, enquanto as mulheres representaram 36,1% dos presentes. Além disso, 94,8% dos entrevistados manifestaram interesse em voltar ao Grande Prêmio em 2026.
Para Toni Sando, presidente do Visite São Paulo, os benefícios do evento se estendem para diferentes atividades turísticas. A chegada de milhares de visitantes aumenta a demanda por hotéis, restaurantes, estabelecimentos comerciais e atrações culturais, além de contribuir para divulgar a cidade internacionalmente.
A expectativa para a próxima edição também aparece nos números relacionados às viagens internacionais. Dados da Embratur mostram que, até 24 de setembro, São Paulo contabilizava 14.933 reservas aéreas para o intervalo entre 4 e 11 de novembro de 2026.
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Siga o Times | CNBCNo mesmo período de 2025, haviam sido registradas 14.763 reservas. A diferença representa um crescimento de 1,15% na comparação anual. A Argentina aparece na primeira posição entre os países de origem dos viajantes, com 3.685 reservas. Os Estados Unidos ocupam o segundo lugar, com 2.237 registros.
O México, por sua vez, apresentou a maior expansão percentual entre os mercados destacados. As reservas passaram de 383 para 593, avanço de 54,83% em relação ao ano anterior.
Outros países também aparecem entre os dez principais mercados internacionais, incluindo Chile, Alemanha, Reino Unido, Itália, Portugal, Espanha e Japão. Os gastos médios dos turistas variam conforme o país de origem. Entre os argentinos, a estimativa é de US$ 691 por visitante. Para os norte-americanos, o valor chega a US$ 1.742,30, enquanto os mexicanos apresentam média de US$ 1.775,90.
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Os números de reservas representam um indicador da demanda internacional, mas não correspondem necessariamente à quantidade final de turistas que estarão presentes na cidade durante o evento.
A visibilidade proporcionada pela categoria também representa um ativo importante para o turismo paulistano. Com transmissões exibidas em mais de 180 países, o Grande Prêmio coloca São Paulo diante de uma audiência internacional e apresenta ao público estrangeiro sua estrutura, seus serviços e suas atrações.
A proposta do setor turístico é aproveitar essa exposição para transformar o interesse despertado pela corrida em novas viagens durante o restante do ano. A estratégia contempla tanto visitantes interessados em lazer quanto aqueles que chegam à capital para compromissos profissionais e eventos corporativos.
A intenção de retorno demonstrada pela maioria dos espectadores entrevistados em 2025 reforça o potencial do Grande Prêmio de estimular novas visitas e manter aquecida a atividade turística da cidade mesmo fora do fim de semana da competição.
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