Mesmo com o crescimento das criptomoedas nas redes, o que realmente engaja os brasileiros são os investimentos conservadores, como renda fixa, disse Amanda Brum, CMO da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).
Segundo a diretora, a poupança, apesar dos baixos rendimentos, continua a ser o investimento mais citado e utilizado entre os brasileiros.
O número de influenciadores financeiros no Brasil quase triplicou nos últimos anos, refletindo o interesse crescente por educação financeira.
Mesmo com o crescimento das criptomoedas nas redes, o que realmente engaja os brasileiros são os investimentos conservadores, como renda fixa, disse Amanda Brum, CMO da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
“Os dados mostram que os brasileiros se sentem mais à vontade para interagir com conteúdos sobre produtos como Tesouro Direto, CDBs, LCIs e LCAs, porque são investimentos mais familiares, ao contrário de criptoativos, que geram interesse, mas ainda intimidam boa parte do público pelo risco de errar ao falar ou investir”, ela explicou.
Segundo a diretora, a poupança, apesar dos baixos rendimentos, continua a ser o investimento mais citado e utilizado entre os brasileiros. “Em nossas pesquisas nacionais, a poupança segue sendo o principal destino do dinheiro dos brasileiros, o que mostra que ainda estamos no processo de tornar outros produtos tão populares e acessíveis quanto ela, e os influenciadores têm ajudado nesse processo de educação e aproximação do público com novos investimentos”.
O número de influenciadores financeiros no Brasil quase triplicou nos últimos anos, refletindo o interesse crescente por educação financeira. “Em 2020, mapeamos 266 influenciadores de finanças e hoje são mais de 740, com perfis que vão desde os mais generalistas até os ultra especializados, e isso se reflete também no público, que saltou de 74 milhões para mais de 263 milhões de contas seguindo esses perfis”, disse Amanda.
Para ela, apesar da tentação dos conteúdos chamativos, o público está valorizando cada vez mais a informação útil e confiável: “No mercado financeiro, quando a promessa é exagerada, a chance de fraude é enorme, e é preciso lembrar que os produtos financeiros regulados são fiscalizados por órgãos como a Anbima e têm regras claras”.
A especialista disse que o cenário melhorou, mas a responsabilidade também recai sobre quem consome o conteúdo. “Hoje o público está mais atento e sabe identificar um charlatão, mas também é essencial investigar quem está por trás das recomendações: se o influenciador tem certificação, se está autorizado a falar sobre investimentos e se há conflito de interesse”.
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