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Bolsas asiáticas fecham em queda; Xangai avança após dados do comércio chinês
Publicado 08/09/2026 • 06:47 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 08/09/2026 • 06:47 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Eugene Hoshiko/Associated Press/Estadão Conteúdo
Bolsas da Ásia.
As principais bolsas da Ásia encerraram esta terça-feira (8) em queda, em uma sessão marcada pela pressão dos preços do petróleo e pelo fortalecimento do iene. Na contramão da maioria dos mercados da região, a Bolsa de Xangai registrou um leve avanço após a divulgação dos números da balança comercial chinesa.
No Japão, o índice Nikkei caiu 1,7%, aos 65.269,33 pontos, devolvendo parte dos ganhos da sessão anterior, quando havia avançado mais de 2%. A valorização da moeda japonesa em relação ao dólar pesou principalmente sobre ações de empresas com forte exposição às exportações, já que um iene mais valorizado pode reduzir a receita obtida no exterior quando convertida para a moeda local.
Entre as maiores movimentações em Tóquio, as ações da Seiko Group despencaram 15%, enquanto os papéis da Citizen Watch perderam 12%. Em sentido contrário, a Howa Machinery avançou 15%, prolongando a valorização depois de ter saltado 26% na segunda-feira.
Na Coreia do Sul, o Kospi acompanhou o movimento negativo dos mercados da região e terminou o pregão com recuo de 0,58%, aos 6.954,52 pontos.
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Na China continental, os índices tiveram desempenho misto. O Xangai Composto subiu 0,2%, aos 3.940,55 pontos, enquanto o Shenzhen Composto apresentou queda de 0,1%, para 2.526,93 pontos.
Os investidores avaliaram os dados mais recentes do comércio exterior chinês. As exportações ganharam ritmo em agosto, em relação a julho, em meio ao aumento da demanda global por infraestrutura necessária a sistemas de inteligência artificial.
O avanço das vendas chinesas ao exterior, porém, também reforça as atenções sobre os desequilíbrios comerciais do país com outras economias. O tema pode ampliar as discussões entre Pequim e seus parceiros sobre o peso das exportações chinesas no comércio internacional.
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Siga o Times | CNBCA China registrou superávit comercial de US$ 119,1 bilhões em agosto, acima dos US$ 112,5 bilhões observados no mês anterior. O resultado, contudo, ficou abaixo da estimativa de US$ 127,1 bilhões apontada por analistas consultados pela FactSet. De janeiro a agosto, o saldo comercial positivo do país ultrapassou US$ 800 bilhões.
Em outros mercados asiáticos, prevaleceram as perdas. Em Hong Kong, o Hang Seng caiu 0,4%, aos 25.317,18 pontos. Em Taiwan, o Taiex encerrou a sessão com baixa de 0,5%, aos 47.105,78 pontos.
Além dos indicadores econômicos da região, os investidores continuaram acompanhando a trajetória do petróleo. A alta da commodity pode aumentar custos para empresas e trazer novas preocupações sobre a inflação, especialmente em economias dependentes da importação de energia.
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Na Oceania, o mercado acionário australiano também terminou no campo negativo. O S&P/ASX 200 caiu 1%, aos 8.920,80 pontos.
O ambiente regulatório para empresas de tecnologia também entrou no radar na Austrália. O governo do país pretende endurecer as regras aplicadas às grandes plataformas digitais, incluindo medidas que ampliariam o controle dos usuários sobre a maneira como o conteúdo é apresentado nas redes sociais.
Entre as propostas está a possibilidade de permitir que usuários escolham não utilizar os sistemas algorítmicos empregados pelas plataformas para selecionar e ordenar as publicações exibidas em seus feeds.
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