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Bolsas da Ásia fecham em forte baixa com escalada da guerra no Oriente Médio
Publicado 23/03/2026 • 07:04 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 23/03/2026 • 07:04 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
EUGENE HOSHIKO/ASSOCIATED PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
Pedestres passam diante de um painel eletrônico de ações exibindo o índice Nikkei do Japão em uma corretora de valores mobiliários na capital Tóquio, nesta sexta-feira, 20 de junho de 2025, em Tóquio.
As bolsas asiáticas fecharam em forte baixa nesta segunda-feira (23), em meio à escalada da guerra no Oriente Médio, que entrou na quarta semana.
No sábado (21), o presidente dos EUA, Donald Trump, deu ao Irã um ultimato de 48 horas para reabrir o Estreito de Ormuz, sob ameaça de ataques à infraestrutura de energia do país. Em resposta, Teerã ameaçou atingir a infraestrutura de energia e as instalações de dessalinização no Golfo caso Washington leve adiante o ultimato.
A intensificação das tensões no conflito impulsiona os preços do petróleo, que sobem entre 2% e 3% nesta madrugada.
Liderando as perdas na Ásia, o índice sul-coreano Kospi tombou 6 49% em Seul, a 5.405,75 pontos, enquanto o japonês Nikkei caiu 3 48% em Tóquio, a 51.515,49 pontos, na volta de um feriado no Japão, o Hang Seng amargou queda de 3,54% em Hong Kong, a 24.382 47 pontos, e o Taiex cedeu 2,45% em Taiwan, a 32.722,50 pontos.
Na China continental, as perdas também foram expressivas: de 3 63% do Xangai Composto – a maior desde abril de 2025 -, a 3.813 28 pontos, e de 4,19% do menos abrangente Shenzhen Composto, a 2.480,75 pontos.
Na semana passada, grandes bancos centrais, incluindo o Federal Reserve (Fed), o Banco do Japão (BoJ) e o Banco do Povo da China (PBoC), deixaram suas principais taxas de juros inalteradas, diante das incertezas sobre os efeitos da guerra na perspectiva global de inflação e crescimento.
Na Oceania, a bolsa australiana também ficou no vermelho, com baixa de 0,74% do S&P/ASX 200 em Sydney, a 8.365,90 pontos.
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