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Alerta no mercado: Após volatilidade com Bolsa Família, Ibovespa sobe 0,24% e dólar cai a R$ 5,14
Publicado 17/09/2026 • 17:38 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 17/09/2026 • 17:38 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
O Ibovespa fechou em alta nesta quinta-feira (17) e o dólar recuou diante do real, depois de uma sessão marcada por fortes oscilações com a reação do mercado ao reajuste do Bolsa Família e pela digestão das decisões de juros no Brasil e nos Estados Unidos.
O principal índice da bolsa brasileira avançou 0,24%, aos 185.992,03 pontos, após oscilar entre 183.242,37 e 186.885,23 pontos. O volume financeiro somou R$ 18,6 bilhões.
No câmbio, o dólar à vista caiu 0,23%, a R$ 5,1393, depois de variar entre R$ 5,1258 e R$ 5,1768. No mercado futuro, o contrato para outubro recuava 0,30%, a R$ 5,1510, às 17h04.
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O governo anunciou nesta quinta-feira um reajuste de cerca de 15% no Bolsa Família. O benefício mínimo passará de R$ 600 para R$ 691, com impacto estimado em R$ 5,8 bilhões ainda em 2026 e cerca de R$ 22 bilhões no próximo ano.
O anúncio provocou uma mudança de direção nos ativos brasileiros. O Ibovespa, que havia começado o dia em alta, passou ao campo negativo, enquanto o dólar ganhou força diante do real.
Em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, Felipe Corleta, sócio da Brazil Wealth, afirmou que a reação refletiu duas frentes de preocupação: o impacto da nova despesa sobre as contas públicas e os possíveis efeitos da medida sobre a corrida presidencial.
Segundo ele, o anúncio ocorreu em um momento de orçamento apertado e a poucas semanas do primeiro turno, levando investidores a recalcular tanto as expectativas fiscais quanto o cenário político.
A pressão perdeu força ao longo da tarde. A bolsa voltou ao campo positivo e o dólar devolveu a alta observada durante parte do pregão.
A recuperação do Ibovespa teve apoio principalmente da Vale, que ajudou a compensar o desempenho mais fraco de outros ativos.
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Siga o Times | CNBCPetrobras também terminou no campo positivo, mesmo com o petróleo em queda no exterior. Para Corleta, a estatal vive atualmente uma combinação entre os movimentos da commodity e as expectativas sobre a política econômica e a condução das empresas controladas pelo governo após a eleição.
O analista avaliou que o cenário eleitoral continua tendo peso relevante na formação dos preços domésticos. Segundo ele, a bolsa brasileira acumulou uma recuperação expressiva nas últimas semanas, enquanto o ambiente internacional teve desempenho mais fraco.
No câmbio, o movimento também mudou de direção ao longo da sessão. O dólar chegou a R$ 5,1768 na máxima, com a preocupação fiscal após o anúncio do Bolsa Família, mas perdeu força durante a tarde e terminou a R$ 5,1393.
Segundo Corleta, a retomada do interesse por ativos brasileiros e o fluxo de recursos para o mercado local ajudaram o real, enquanto investidores continuaram acompanhando as expectativas para a eleição.
A moeda americana também teve leve queda no exterior. O índice DXY recuava 0,05%, aos 100,205 pontos. O euro avançava 0,11%, a US$ 1,1476, enquanto a libra perdia 0,19%, a US$ 1,3356.
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Investidores também continuaram digerindo as decisões de política monetária desta semana.
O Federal Reserve elevou os juros americanos em 0,25 ponto percentual, para a faixa de 3,75% a 4%, enquanto o Banco Central brasileiro reduziu a Selic em 0,25 ponto, para 13,75% ao ano.
Corleta destacou que o diferencial entre os juros brasileiros e americanos ainda permanece elevado, o que ajuda a preservar a atratividade relativa dos ativos locais.
Segundo ele, porém, novos cortes da Selic combinados com novas altas nos Estados Unidos reduziriam gradualmente essa diferença. Nesse cenário, a pressão sobre o real poderia aumentar mais adiante.
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