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CNBCFed aprova aumento da taxa de juros e sinaliza mais um aumento previsto para este ano

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Em dia de Superquarta, Ibovespa cai 0,51% e dólar fica estável após decisão de juros nos EUA

Publicado 16/09/2026 • 18:13 | Atualizado há 48 minutos

KEY POINTS

  • Ibovespa caiu 0,51%, aos 185.547,66 pontos, com volume de R$ 21,8 bilhões; dólar recuou 0,07%, a R$ 5,1514.
  • Federal Reserve elevou os juros em 0,25 ponto percentual, para a faixa de 3,75% a 4%, e manteve uma sinalização dura contra a inflação.
  • No Brasil, investidores aguardavam a decisão do Copom.

O Ibovespa fechou em queda nesta quarta-feira (16), enquanto o dólar terminou praticamente estável diante do real, em uma sessão marcada pela decisão de juros nos Estados Unidos e pela expectativa para o resultado da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) no Brasil.

O principal índice da bolsa brasileira recuou 0,51%, aos 185.547,66 pontos, depois de oscilar entre 184.753,98 e 186.738,25 pontos. O volume financeiro somou R$ 21,8 bilhões.

No câmbio, o dólar à vista caiu 0,07%, a R$ 5,1514, após variar entre R$ 5,1372 e R$ 5,1664. No mercado futuro, o contrato para outubro recuava 0,05%, a R$ 5,1690, às 17h04.

Copom concentra atenções no Brasil

Com o fechamento do mercado, as atenções se voltaram para a decisão do Copom, prevista para a noite desta quarta-feira.

Em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, Arthur Horta, head de análise da GTF Capital, afirmou que o mercado trabalhava com uma expectativa consolidada de corte de 0,25 ponto percentual, o que levaria a Selic a 13,75% ao ano.

Segundo Horta, uma redução dessa magnitude seria compatível com os dados recentes de inflação, mas não representaria uma mudança expressiva no grau de restrição da política monetária.

Para o analista, o principal ponto estará no comunicado. Uma sinalização de cortes mais acelerados nas próximas reuniões ou, no sentido contrário, uma indicação de possível aumento dos juros poderia surpreender os investidores.

Fed aumenta juros e pressiona ativos

No exterior, o Federal Reserve elevou a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, para a faixa entre 3,75% e 4%. A decisão foi unânime. Em seu comunicado, o banco central afirmou que a inflação continua elevada e que a alta dos juros busca acelerar a convergência dos preços à meta de 2%.

As novas projeções divulgadas junto com a decisão também reforçaram a perspectiva de que o aperto monetário pode continuar.

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Horta destacou que os juros dos títulos americanos de longo prazo permaneceram elevados e pressionaram ativos de risco. Segundo ele, empresas brasileiras com maior presença de investidores estrangeiros, como Vale, sentiram parte desse movimento.

O analista avaliou que os juros elevados nos Estados Unidos devem continuar disputando recursos com mercados emergentes e podem limitar o fluxo estrangeiro para a bolsa brasileira.

Dólar descola da alta no exterior

A reação do dólar no Brasil foi bem mais contida que no mercado internacional.

Enquanto a moeda fechou praticamente estável diante do real, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, subia 0,64%, aos 100,254 pontos.

O euro recuava 0,60%, a US$ 1,1470, enquanto a libra perdia 0,65%, a US$ 1,3384.

A relativa estabilidade do câmbio doméstico ocorreu mesmo diante da postura mais dura do Fed, com investidores evitando movimentos maiores antes da decisão do Banco Central brasileiro.

Exterior volta a pesar sobre a bolsa

Segundo Horta, o ambiente internacional foi o principal pano de fundo para o mercado acionário nesta quarta-feira.

Além da alta dos juros americanos, investidores seguem acompanhando o conflito no Oriente Médio e seus efeitos sobre petróleo e inflação global.

Horta avaliou que, embora o cenário eleitoral tenha sido o principal fator de formação de preços no mercado brasileiro nas últimas semanas, parte desse movimento já foi incorporada aos ativos. Nesta quarta-feira, a pressão externa voltou a aparecer com mais força.

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