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Ibovespa fecha em alta e recupera os 183 mil pontos com bancos e Vale
Publicado 10/03/2026 • 17:14 | Atualizado há 8 meses
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Publicado 10/03/2026 • 17:14 | Atualizado há 8 meses
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O Ibovespa encerrou a sessão desta terça-feira (10) em alta de 1,40%, aos 183.447,00 pontos, com uma valorização de 2.531,64 pontos no dia. O índice brasileiro manteve a trajetória de recuperação iniciada no pregão anterior, impulsionado por uma melhora no sentimento global.
O movimento permitiu que o indicador se consolidasse acima dos 180 mil pontos, reagindo positivamente às sinalizações vindas de Washington sobre uma possível desescalada nas tensões no Oriente Médio.
O índice também foi impulsionado pelo desempenho de Vale (VALE3), que saltou 1,64%, cotada a R$ 80,56 e puxado por alguns bancos como Bradesco (BBDC4) e Itaú (ITUB4) que avançaram 2,46% e 1,48%, respectivamente.
Outro vetor de otimismo foram as declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugerindo que o conflito com o Irã pode estar se aproximando de um desfecho. Essa sinalização provocou uma forte correção negativa nos preços do petróleo, que devolveu parte dos ganhos extraordinários da madrugada anterior.
A redução no custo da commodity aliviou os temores de um choque energético prolongado e, consequentemente, arrefeceu as projeções de inflação global que vinham pressionando as curvas de juros.
Segundo Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, o arrefecimento das tensões geopolíticas mudou a dinâmica dos ativos. “A queda do dólar ocorre em um contexto de melhora do apetite por risco após declarações de Donald Trump sugerindo que o conflito com o Irã pode se aproximar do fim. A sinalização levou a uma forte correção nos preços do petróleo, o que ajuda a reduzir temores de um choque energético prolongado e de pressões inflacionárias globais. Com isso, parte da demanda defensiva por dólar perdeu força”, analisa Shahini.
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Internamente, o mercado também reagiu a dados corporativos e ao fluxo de capital estrangeiro. O real registrou o segundo dia consecutivo de valorização, acumulando alta superior a 2,5% desde o início da semana, retornando a níveis próximos aos observados antes do agravamento da crise.
O elevado diferencial de juros no Brasil continua a atrair investidores para o carry trade, enquanto a bolsa se beneficia da percepção de que o país segue como um destino seguro e rentável em meio à volatilidade de outros mercados emergentes.
O cenário institucional também segue no radar, com investidores monitorando os desdobramentos da Operação Compliance Zero e os próximos passos do Copom. A redução da pressão sobre o petróleo dá fôlego para que o debate sobre o ritmo de corte da Selic volte a patamares menos austeros, embora a vigilância sobre os dados de inflação que serão divulgados nesta semana permaneça alta. O mercado agora aguarda os números do IPCA e do CPI americano para calibrar as apostas de política monetária.
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Siga o Times | CNBC| Empresa | Código | Variação no dia (%) | Fechamento (R$/ação) |
| Rumo | RAIL3 | 6,96 | R$ 17,05 |
| Magalu | MGLU3 | 6,51 | R$ 10,14 |
| Cosan | CSAN3 | 6,45 | R$ 6,11 |
| Azzas | AZZA3 | 6,42 | R$ 27,52 |
| C&A Modas | CEAB3 | 5,90 | R$ 12,02 |
| Localiza | RENT4 | 5,06 | R$ 45,72 |
Entre as maiores altas do dia, o setor de logística e varejo liderou os ganhos, favorecido pelo alívio nas curvas de juros. A RAIL3 saltou 6,96%, figurando como o principal destaque positivo, seguido pela CSAN3, que avançou 6,45%.
No varejo, o dia foi de forte recuperação para MGLU3, com alta de 6,51%, além de AZZA3 e CEAB3, que subiram 6,42 e 5,90%, respectivamente.
| Empresa | Código | Variação no dia (%) | Fechamento (R$/ação) |
| Raízen | RAIZ4 | -5,46 | R$ 0,52 |
| Braskem | BRKM5 | -4,47 | R$ 11,76 |
| Direcional | DIRR3 | -3,84 | R$ 14,52 |
| Pão de Açúcar | PCAR3 | -2,93 | R$ 2,65 |
| Marfrig | MBRF3 | -2,61 | R$ 17,20 |
| Prio | PRIO3 | -1,34 | R$ 58,90 |
Na ponta negativa, empresas que haviam se valorizado com o estresse do petróleo ou que enfrentam questões específicas do setor sofreram realização de lucros. A RAIZ4 liderou as baixas com queda de 5,46%, acompanhada pela BRKM, que recuou 4,47%.
A DIRR3 perdeu 3,84% após a divulgação de balanço, enquanto no setor de frigoríficos, a MBRF3 caiu 2,61%. As petroleiras, que sustentaram o índice ontem, devolveram parte dos ganhos com a queda da commodity: PRIO3 recuou 1,34%.
O dólar comercial encerrou a sessão desta terça-feira em queda de 0,15%, cotado a R$ 5,157. A moeda norte-americana apresentou um comportamento mais estável em comparação aos dias anteriores, oscilando entre a mínima de R$ 5,132 e a máxima de R$ 5,187.
A desvalorização foi sustentada pela melhora do humor global e pelo fluxo estrangeiro para o mercado doméstico. Shahini aponta que fatores internos foram cruciais para manter o real fortalecido. “O movimento encontra suporte em fatores domésticos, como o elevado diferencial de juros no Brasil e a retomada do fluxo estrangeiro para o Ibovespa”, conclui o especialista. A redução da busca por refúgio em ativos seguros permitiu que o câmbio se acomodasse, refletindo o alívio nas tensões internacionais.
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