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Ibovespa B3 renova recorde e segue em alta; dólar fecha em R$ 5,399
Publicado 04/11/2025 • 18:56 | Atualizado há 8 meses
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Publicado 04/11/2025 • 18:56 | Atualizado há 8 meses
KEY POINTS
O Ibovespa B3 encerrou esta terça-feira (4) com alta de 0,17%, aos 150.704,20 pontos, mantendo o patamar histórico conquistado na segunda-feira (3) e consolidando o segundo maior fechamento da história.
O índice chegou a oscilar ao longo do dia, pressionado por um cenário global adverso, mas ainda sustentado por setores domésticos e expectativas sobre a decisão do Copom, que amanhã deve manter a Selic em 15%.
A volatilidade foi influenciada por fatores externos. Segundo a economista-chefe da Galapagos Capital, Tatiana Pinheiro, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, o ambiente lá fora foi decisivamente negativo.
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“O ambiente externo não foi positivo hoje. Teve bastante aversão a risco, com incômodo grande sobre a performance acumulada do S&P 500. Os últimos seis meses foram os melhores desde 1950”, disse ela, destacando preocupações sobre possíveis excessos de valuation.
Tatiana lembrou que boa parte da alta recente em Wall Street vem de techs e empresas ligadas à inteligência artificial, mas isso acaba impulsionando ativos que não têm relação com o setor. “Pode ser necessário algum tipo de realização em alguns segmentos. O mundo está num movimento de moderação do crescimento econômico, não faz sentido ver todos os setores em alta”, afirmou.
O Ibovespa B3 chegou ao pico de 151.000 pontos no início da tarde, mas perdeu fôlego na parte final da sessão. Segundo Tatiana, “a parte da tarde pesou mais pelo cenário internacional do que pela expectativa do Copom”.
Entre os destaques, Petrobras recuou, pressionada pela queda do petróleo, e Vale também sentiu o minério em baixa. Já empresas beneficiadas pelo câmbio mais depreciado, como Ambev e papéis do setor de telecom, tiveram desempenho melhor.
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Siga o Times | CNBCNo campo corporativo, Embraer (EMBR3) caiu 4,01%, a R$ 83,77, após divulgar lucro de R$ 622,6 milhões, queda de 37,2% na comparação anual. Apesar de receita recorde no trimestre, o mercado reagiu mal à ausência de revisão das metas e à decisão de não distribuir dividendos adicionais. O impacto de ganhos não recorrentes em 2024 ajudou a explicar a retração do lucro, segundo o balanço da companhia.
O S&P/B3 VIX subiu 1,85%, a 14,88 pontos, enquanto os juros futuros avançaram moderadamente, com o Índice DI a 53.099,66 pontos.
O dólar fechou em alta de 0,77%, cotado a R$ 5,399, acompanhando o fortalecimento global da moeda americana diante do risco internacional. Lá fora, o DXY voltou acima de 100 pontos pela primeira vez desde maio, algo que, segundo Tatiana Pinheiro, reflete “um movimento claro de aversão a risco internacional e fortalecimento do dólar”.
Ela explicou que esse movimento penalizou emergentes: “O real chegou a bater R$ 5,40; é bom para exportador, claro, e ajuda empresas ligadas a commodities a se valorizarem”.
A moeda operou entre R$ 5,402 e R$ 5,379, num pregão também marcado pela queda do petróleo e do minério, que costumam enfraquecer moedas de países exportadores de commodities.
O mercado aguarda a decisão do Copom e monitora divergências dentro do Federal Reserve, em meio ao prolongado shutdown nos EUA, que já dura 35 dias e dificulta a leitura dos indicadores.
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