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Ibovespa fecha em queda com tensão em Ormuz e disparada do petróleo

Publicado 13/07/2026 • 17:31 | Atualizado há 3 horas

KEY POINTS

  • Ibovespa recuou 1,20%, aos 175.739,08 pontos, com volume financeiro de R$ 19,2 bilhões.
  • Nova escalada das tensões no Estreito de Ormuz levou o petróleo a subir quase 10% e reduziu o apetite por risco.
  • Alta da commodity voltou a elevar preocupações com inflação e juros globais.

O Ibovespa fechou em queda nesta segunda-feira (13), devolvendo parte dos ganhos da sessão anterior, após uma nova escalada das tensões no Oriente Médio elevar os preços do petróleo e reduzir o apetite dos investidores por ativos de risco.

O principal índice da bolsa brasileira recuou 1,20%, aos 175.739,08 pontos. Durante o pregão, oscilou entre a mínima de 175.567,05 pontos e a máxima de 178.153,90 pontos. O volume financeiro somou R$ 19,2 bilhões.

Ações ligadas à construção civil e ao setor de energia elétrica estiveram entre as principais pressões do mercado local. Na direção oposta, a valorização dos papéis da Petrobras, favorecidos pelo avanço do petróleo, ajudou a limitar as perdas do índice.

Leia também: Ibovespa sobe quase 3% e fecha na máxima do dia após dados de inflação

Petróleo aumenta cautela

O ambiente externo piorou após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar a retomada do bloqueio a embarcações iranianas e propor uma cobrança de 20% sobre cargas que atravessem o Estreito de Ormuz sob proteção americana. A medida aumentou as incertezas sobre o transporte de petróleo e outras mercadorias pela região.

Com a escalada das tensões, o petróleo Brent superou os US$ 80 por barril e chegou a avançar quase 10%. O movimento elevou preocupações com possíveis impactos sobre os custos de energia, o transporte internacional e a inflação global.

Em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, Felipe Corleta, sócio da Brazil Wealth, afirmou que a alta da commodity mudou novamente as expectativas dos investidores para os juros internacionais.

Segundo ele, o mercado passou a calcular o risco de que uma nova pressão inflacionária leve o Federal Reserve a manter os juros elevados por mais tempo ou até a voltar a aumentá-los.

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“Isso tende a preocupar os investidores com relação à inflação e pode levar a uma trajetória de juros mais negativa”, afirmou.

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Juros futuros devolvem alívio

No Brasil, Corleta destacou que os juros futuros devolveram o movimento de queda observado na sexta-feira. Taxas mais altas tendem a pressionar especialmente ações de empresas ligadas à economia doméstica, como construção, varejo e serviços.

Para o analista, a Petrobras evitou uma queda mais intensa do Ibovespa, já que a companhia possui peso relevante no índice e foi beneficiada pela valorização internacional do petróleo.

“Até que a bolsa não cai tanto quanto subiu na sexta-feira, muito impactada pela alta das ações da Petrobras”, disse.

Na terça-feira (14), os investidores acompanham a divulgação da inflação ao consumidor nos Estados Unidos e o início da temporada de balanços dos grandes bancos americanos. JPMorgan, Citigroup e Wells Fargo estão entre as instituições com resultados previstos antes da abertura dos mercados.

Apesar da agenda econômica e corporativa, a evolução das tensões no Estreito de Ormuz e o comportamento do petróleo devem continuar como os principais fatores de risco para os mercados nos próximos pregões.

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