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Ibovespa derrete com queda do petróleo e balanços corporativos
Publicado 07/05/2026 • 17:22 | Atualizado há 1 mês
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Publicado 07/05/2026 • 17:22 | Atualizado há 1 mês
KEY POINTS
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O Ibovespa encerrou o pregão desta quinta-feira (7) em baixa de 2,32%, aos 183.339 pontos, em linha com os mercados internacionais, aguardando atualizações das tratativas de paz entre EUA e Irã. O índice também pena com o resultado do Bradesco, um dos expoentes da carteira que decepcionou as expectativas do mercado.
Segundo Bruno Perri, economista-chefe e sócio-fundador da Forum Investimentos, a bolsa brasileira cai de forma mais intensa em razão da desvalorização do barril de petróleo e seus impactos as empresas do setor, com maior destaque para Petrobras, com grande peso no índice
“Apesar de operar com o mesmo sinal do exterior, podemos dizer que o desempenho da bolsa brasileira hoje está mais ligado a eventos corporativos domésticos e ao impacto da queda do petróleo nos preços das ações do setor”, explica.
Apesar do encontro entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente americano Donald Trump na parte da manhã, os mercados parecem ignorar a reunião bilateral. O foco segue sendo, segundo ele, o conflito no Oriente Médio.
“Os olhos do mercado internacional estão voltados para o estreito de Ormuz enquanto as bolsas americanas sofrem o impacto da queda das cotações de empresas do setor de semicondutores e aguarda com atenção ao payroll amanhã, que pode influenciar o FED e mexer com a curva de juros”, ele diz.
Segundo Hugo Queiroz, sócio e diretor da L4 Capital, a queda reflete uma saída de investidores estrangeiros que haviam entrado recentemente no mercado nacional, e agora deixam o mercado em função de uma percepção maior de risco em relação aos emergentes. “Esse capital acaba migrando para ativos mais seguros. Esse é um dos principais pontos do fluxo”, afirma.
“O segundo ponto está relacionado às commodities. Foram divulgados dados da China indicando uma desaceleração relevante da economia à frente. Nesse cenário, o Brasil tem peso importante em commodities, especialmente petróleo. O barril caiu de cerca de US$ 114 para aproximadamente US$ 100 em pouco tempo, refletindo a expectativa de possível resolução do conflito. Isso também impacta negativamente o mercado”, completa.
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