Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
O ouro se mantém abaixo de US$ 4.000; prata abaixo de US$ 60
Publicado 25/06/2026 • 08:05 | Atualizado há 3 meses
China registra salto ‘surpreendente’ nas encomendas dos EUA antes de cúpula Trump-Xi, mostra pesquisa
Rússia pode atacar um país da Otan em questão de meses, alerta inteligência dinamarquesa
Meta sai na frente da OpenAI em dispositivos de IA, mas aposta de Zuckerberg ainda é incerta
Rendimento do Treasury de 30 anos atinge maior nível desde 2004
China confirma primeiras negociações sobre IA com os EUA e sinaliza extensão da trégua comercial
Publicado 25/06/2026 • 08:05 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
Foto: Freepik
Os preços do ouro e da prata permanecem abaixo de níveis-chave, à medida que bancos centrais com postura mais rígida e preocupações com a inflação pressionam os metais, e observadores do mercado veem poucas chances de uma recuperação significativa no curto prazo.
O ouro à vista foi visto pela última vez em queda de 0,5% por volta das 5h (horário de Brasília) de quinta-feira, sendo negociado em torno de US$ 3.980,79 por onça, após cair abaixo da marca de US$ 4.000 na sessão anterior. Os contratos futuros de ouro dos EUA para o mês mais próximo recuaram 0,2%, encerrando a US$ 3.986,60. No acumulado do ano, o ouro agora registra queda de 7,7%.
Os preços da prata também estão sob pressão. A prata à vista recuava 1%, para US$ 56,86 por onça, na manhã de quinta-feira, enquanto os contratos futuros de prata para entrega em julho caíam 1,5%, para US$ 57,24. A prata à vista perdeu 20% de seu valor desde o início do ano.
Leia também: Ouro recua após alta do dólar e apostas em juros nos EUA
Tanto o ouro quanto a prata registraram altas recordes em 2025, avançando 66% e 135%, respectivamente, ao longo do ano.
Embora a valorização tenha continuado no início de 2026, as negociações logo se tornaram voláteis. Os contratos futuros de prata sofreram sua maior queda em um único dia desde a década de 1980 no fim de janeiro, e o status do ouro como ativo de proteção passou a ser questionado após o início da guerra entre Estados Unidos e Irã em fevereiro.
Em nota divulgada na quarta-feira, estrategistas do Macquarie afirmaram que todas as atenções estão agora voltadas para a trajetória da inflação e para a possibilidade de os bancos centrais — particularmente o Federal Reserve — endurecerem a política monetária para manter os preços sob controle.
“O aparente fim do conflito no Oriente Médio, combinado com um Fed mais agressivo, fez os preços recuarem à medida que o apelo do ouro como ativo de proteção diminui, juntamente com a perspectiva de taxas de juros mais altas e de um dólar mais forte, com uma alta de juros do Fed no quarto trimestre agora totalmente precificada”, afirmaram.
Os mercados atualmente precificam uma alta de juros do Fed até setembro, segundo a ferramenta FedWatch da CME. Tanto o Banco Central Europeu quanto o Banco do Japão elevaram as taxas de juros neste mês em resposta ao choque energético provocado pela guerra com o Irã.
O Macquarie afirmou que a primeira reunião do novo presidente do Fed, Kevin Warsh, teve um “tom agressivo” e que, sob sua liderança, o banco central tem “potencial para prejudicar ou apoiar os preços” no mercado de ouro.
“Após os desdobramentos do Oriente Médio, que esperamos que pressionem o crescimento global até o terceiro trimestre, a eventual retomada do crescimento global e o ciclo de flexibilização monetária deverão levar os preços do ouro a uma tendência de queda, à medida que mais recursos dos investidores migrem para fora dos metais preciosos”, disseram.
“Os investidores têm realizado lucros e migrado para ações… Isso cria espaço para que os investidores retornem aos metais preciosos, elevando novamente os preços, mas provavelmente seria necessário um grande evento macroeconômico para reacender o interesse.”
Leia também: Investir em ouro continua sendo uma boa ideia?
O Macquarie projeta um preço médio do ouro à vista de US$ 4.641 por onça em 2026, um ganho anual de 35%, mas espera que os preços caiam 9,5%, para US$ 4.200, em 2027, e recuem todos os anos até 2030. Na quarta-feira, o banco reduziu sua projeção para o preço do ouro à vista no fim deste ano para US$ 4.300, ante a estimativa anterior de US$ 4.400.
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCA realização de lucros pressionou os preços da prata no mês passado, afirmou o Macquarie, acrescentando que “a dinâmica dos preços voltou a ser guiada por fatores macroeconômicos”, em meio ao aumento das expectativas de uma alta de juros pelo Fed.
“Assim como ocorre com o ouro, esperamos que os preços permaneçam dentro de uma faixa pelo restante deste ano antes de iniciarem uma tendência gradual de queda em 2027, com as tensões causadas pela inflação e a probabilidade de uma alta de juros do Fed limitando novas valorizações”, disseram.
“Quanto mais a inflação e os rendimentos dos títulos avançam, maior é a pressão de baixa. No caso da prata em particular, o sentimento otimista dos investidores, impulsionado pela oferta mais restrita, baixos estoques e forte demanda, fez com que os preços superassem o desempenho do ouro, tornando-a mais vulnerável a uma correção. E, historicamente, a prata corrige rapidamente.”
O Macquarie espera que a prata seja negociada a US$ 70 por onça no último trimestre deste ano, antes de cair para US$ 65 por onça até o fim de 2027.
Guy Adami, cofundador da RiskReversal Media e trader do programa “Fast Money”, disse ao “Closing Bell Overtime”, da CNBC, na quarta-feira, que o ouro “continua em jogo”, apesar de enfrentar uma série de obstáculos.
“Houve comentários sobre bancos centrais potencialmente vendendo ouro no início da guerra; não tenho validação nem confirmação disso, mas isso estava circulando. E, em um mundo em que a Micron adiciona US$ 130 bilhões em valor de mercado após o fechamento do pregão, as pessoas estão dizendo: ‘por que estou mexendo com ouro agora?’”, afirmou.
“Ainda acredito que a inflação é um problema. Acho que os juros vão subir. Entendo os obstáculos que o dólar representa, mas, em algum momento, acredito que tudo isso vai se inverter e o ouro voltará a ser favorecido”, acrescentou Adami.
Observando que o ouro está agora cerca de 24% abaixo de sua máxima histórica, ele afirmou que “não faz sentido” defender um novo rali do metal.
Leia também: Apenas 1% dos brasileiros investe em ouro, diz pesquisa
“Mas continuo acreditando que os bancos centrais seguirão aumentando suas posições e que o ouro continuará relevante durante o restante do ano”, disse à CNBC.
A pesquisa anual sobre reservas de ouro dos bancos centrais do Conselho Mundial do Ouro, publicada na semana passada, constatou que os bancos centrais continuam vendo o ouro como uma proteção importante contra a inflação e os riscos geopolíticos. Quase 90% dos entrevistados disseram esperar que as reservas globais de ouro dos bancos centrais aumentem ao longo do próximo ano.
No entanto, diversos analistas de Wall Street reduziram seus preços-alvo para o ouro nas últimas semanas.
Estrategistas do OCBC afirmaram, em nota divulgada na manhã de quinta-feira, que uma forte pressão continua pesando sobre os preços do ouro após o rompimento abaixo de US$ 4.000, com o comportamento dos preços voltando cada vez mais a se correlacionar com os rendimentos reais.
“Embora a narrativa construtiva de médio prazo permaneça válida, a recente retórica agressiva do Fed e o ambiente de taxas reais mais elevadas justificam uma postura mais cautelosa em relação ao ouro no curto prazo”, disseram. “Até que os rendimentos reais recuem, a liquidação de ETFs desacelere ou a retórica agressiva do Fed perca força, os ralis poderão continuar vulneráveis ao enfraquecimento.”
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Zapping | Novos Streamings
Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
Maiores Audiências
1
Snoopy no Starbucks: quanto vai custar a coleção de Halloween no Brasil?
2
Após morte, cantor Rick deixa suposta herança milionária; veja valor
3
Preços do petróleo caem após notícia de que Arábia Saudita pretende reativar oleoduto estratégico nesta semana
4
Banco Master acumulou bilhões em pré-precatórios ligados a processos nas altas cortes da justiça
5
Daniel Vorcaro reservou mansão de luxo para ministro Nunes Marques no Carnaval de 2025