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Ibovespa fecha abril estável, mas lidera ganhos em 2026; dólar e bitcoin decepcionam
Publicado 03/05/2026 • 08:30 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 03/05/2026 • 08:30 | Atualizado há 2 horas
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Ibovespa
O Ibovespa terminou o mês no zero a zero. No acumulado de 2026 até 30 de abril, porém, o índice subiu 16,26%, renovou máximas históricas quatro vezes no período e atingiu 198.657,3 pontos no dia 14, o que o coloca na dianteira entre os principais ativos no ano.
A leitura, segundo levantamento de Einar Rivero, da Elos Ayta Consultoria, até pode parecer contraditória, mas não é. “O fluxo explica quase tudo. Há uma pressão compradora consistente sobre ativos locais, especialmente ações, ao mesmo tempo emque diminui a atratividade relativa de posições dolarizadas ou atreladas ao exterior”, explica.
Leia também: Ibovespa fecha aos 189 mil pontos, sustentado por commodities e com mercado atento ao impasse entre Irã e EUA
Na sequência do Ibovespa aparecem o IDIV, com 13,77%, e o ouro, com 5,69%. “É um pódio que combina renda variável doméstica com ativos defensivos, um sinal de que o investidor não está operando em modo ‘tudo ou nada’, mas sim calibrando risco”, aponta o levantamento.
O pano de fundo é o volume e a origem do dinheiro. O giro médio diário do mercado à vista da B3 alcançou R$ 26,18 bilhões até abril, o melhor nível desde 2021 e o segundo maior da série histórica.
O investidor estrangeiro, segundo o levantamento, responde por parte relevante desse movimento. O saldo líquido está positivo em R$ 60,7 bilhões até 28 de abril, resultado de R$ 1,77 trilhão em compras e R$ 1,72 trilhão em vendas.
Para Rivero, isso representa uma realocação global de capital. “O Brasil sobe não apenas por fundamentos internos, mas por fluxo. Isso cria uma assimetria clara entre ativos locais e internacionais”, diz.
Do lado oposto, os piores desempenhos de 2026 estão concentrados em ativos ligados ao exterior. O Bitcoin lidera as perdas, com queda de 21,35%, seguido por euro Ptax (-9,55%), dólar Ptax (-9,34%) e índice de BDRs (-4,45%).
O contraste, segundo o levantamento, destaca o efeito do câmbio e da migração de recursos para o mercado doméstico. Ativos dolarizados ou com maior exposição externa ficaram para trás.
Apesar da tendência no acumulado do ano, abril mostrou um movimento de rotação. O Bitcoin, mesmo sendo o pior ativo em 2026, liderou o mês, com alta de 8,42%. O BDRX avançou 7,77%, e o IHFA, índice de multimercados, subiu 2,21%.
Do lado negativo em abril, ficaram dólar Ptax (-4,42%), small caps (-3,16%) e euro Ptax (-2,67%). Houve, portanto, um alívio pontual em ativos internacionais, mas sem alterar o quadro mais amplo.

O ouro lidera com folga o ranking de 12 meses, acumulando alta de 39,68%, praticamente empatado com o Ibovespa (38,69%). O IDIV aparece logo atrás, com 34,07%, consolidando a força das estratégias focadas em dividendos.
“Esse é um ponto que merece atenção. O investidor que buscou renda e proteção conseguiu capturar retornos expressivos sem abrir mão de resiliência. Não é trivial ver ouro e bolsa entregando desempenhos tão próximos, e tão elevados, no mesmo período”, cita o levantamento.
Já o Bitcoin acumula queda de 29,57% em 12 meses, enquanto dólar Ptax (-11,87%) e euro Ptax (-8,94%) também recuam. A poupança, com rendimento de 8,35%, é o único investimento positivo abaixo de dois dígitos. Ainda assim, supera todos os ativos que fecharam no vermelho.
Até abril, o Ibovespa renovou máximas históricas 18 vezes em 2026. Em 2025, foram 32 ao longo de todo o ano. Para Rivero, o movimento atual parece menos episódico e mais sustentado por liquidez. “O avanço está ancorado em fluxo. Se ele continuar, há espaço para novos patamares. Se mudar, o ajuste tende a ser rápido”, conclui o levantamento.
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